terça-feira, 15 de maio de 2018

O que faz correr o Zé?



Muitas coisas. Porque o Zé gosta de correr, nem que seja na Ecopista do Montado. De repente, quando nos preparamos para uma semana tranquila de trabalho, somos atacados em várias frentes com questões que viram a luz do dia, sabe-se lá como e sabe-se lá porquê. O que faz correr o Zé nestes dias de Sol e a ameaçar praia?
O Sporting e o seu inefável presidente, que não sabe bem qual a melhor maneira para destruir de vez uma Instituição Nacional, com os seus tiques de querido líder que o vão conduzir à desgraça total.  A ele e ao Sporting Clube de Portugal.
Fátima e o seu poder religioso, económico e social. A fé é, sem dúvida, o “material” mais sólido que leva o Zé a assumir que vale a pena acreditar, que há um Deus que o liberta e uma Senhora que o protege. A minha Mãe dizia-me, sábia e paciente, quando eu, meio gaiato, questionava a validade daquelas vontades, quase místicas, de percorrer o Santuário de joelhos: “Não fales sem saber. Ninguém sabe exactamente o desespero de cada um.” E cada vez que vou até lá, lembro-me destas palavras e fico-me, em silêncio, a respeitar os que acreditam.
Os fogos, o Verão, os Bombeiros, a Protecção Civil e as trapalhadas do ano anterior, que nem Costa nem Marcelo querem que se repitam. Não sei se vai ser assim. As queixas vão-se avolumando e as exigências de mais e melhores meios não param de chegar a quem de direito.
O Festival da Eurovisão, emitido a partir de Portugal, com uma organização exemplar, num espectáculo de televisão que nem parecia... português. A menina Netta e o seu brinquedo, uma das canções mais divertidas mas, ao mesmo tempo, mais musical e textualmente vazias, desde que Vasco da Gama cantou a canção do bandido ao Rei de Melinde. E  também o murmúrio incaracterístico nas vozes das representantes de Portugal... que ficaram no lugar que mereceram.
As maluquices do Trump com a mania, sempre renovada, de que os Estados Unidos devem continuar a ingerir-se nas políticas internas de outros países. Tal como um tal Adolfo de triste memória, também Donald quer o seu país maior e mais poderoso, dominante e desrespeitador dos direitos dos de dentro e dos de fora. E é um risco meter a colher entre Palestinianos e Israelitas.
O muro do Jardim Público cá da santa terrinha, que está agora enfeitado com um belo desenho a explicar aos munícipes como é que tudo aquilo vai ficar -  Jardim, Rua das Escadinhas, Rua de Avis - depois de pronto. Quero acreditar que o desenho não veio apenas para acalmar os ânimos do pessoal mais impaciente e que as obras vão mesmo começar na data prevista. Sabemos que os políticos sabem sempre falar a gosto do povo mas o povo não é parvo e parece que vai ficando farto de tanta conversa.
A falta de autonomia intelectual e cognitiva de muitos que só falam a favor do partido, seja ele qual for, e nunca, mas nunca, contra o partido, mesmo que algumas das linhas de orientação sigam contra a lógica e em direcção a um beco sem saída e mesmo contra os princípios da democracia.
Os roubos, as transferências, os off-shores, as luvas, os tráficos de influências de Sócrates e dos seus amigos. As linhas ténues entre o poder político e o poder financeiro, entre o futebol e a política, entre tudo isto e os indivíduos a cujas mãos se colam milhões e milhões sem parar.
O final do ano lectivo nas escolas, onde alguns intervenientes no processo ensino-aprendizagem viveram placidamente, como se estivessem a passar uns tempos num espaço de entretenimento e diversão. São estes que querem agora, muito perto do mês de Junho, ser levados a sério para que tudo acabe bem. Há quem não vá na cantiga.
A escolha do local onde passar férias, julgando que a economia vai ultrapassar os três por cento, satisfazendo o ego de quem pensa que a crise já passou. Se possível, um lugar onde as selfies tiradas com mar e céu, sol e dunas ao fundo saquem mais de mil gostos nas redes sociais.   

Mas nada disto hoje me interessa. Tudo é efémero. Até as corridas do Zé. Hoje, o que é mesmo importante é dar um abraço ao meu barbeiro de há trinta anos. O meu Amigo Manuel Parreirinha vai fazer 92 anos quando chegar Novembro... e comemora este ano 65 anos de carreira. E continua atento ao mundo, crítico, sensato, atencioso e um profissional de excelência. Parabéns e obrigado!

João Luís Nabo
In "O Montemorense", Maio de 2018

1 comentário:

vovó disse...



a) :) :) :) :) :)...

a)´na mosca.

a)´´Parabéns! ... e também ao seu barbeiro.

(a ordem das alíneas é perfeitamente arbitrária)

Distraídos crónicos...

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