quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

Valentim


Começo estes rabiscos exactamente à meia-noite e um minuto do dia 14 de Fevereiro. E nem por um segundo senti qualquer diferença. Dizem que é o Dia dos Namorados. Nada contra. Nem contra este dia nem contra todos os outros que se celebram, uns a propósito, outros a esmo, sem fundamento nem mais-valias. Mas é bonito fazer-se uma festa, seja por que motivo for.
O que me aborrece com esta e outras celebrações é que muitas entram em campos tão vastos que nós nunca sabemos se devemos ou não celebrar aquilo que alguém nos “obriga” a celebrar. Não sei se todos os casais de namorados vão celebrar este dia da mesma maneira: com flores, bombons, beijinhos e um jantar diferente, protegido que está o seu amor por São Valentim, que recordam à luz de uma vela para a ocasião. Ou se alguns desses casais preferem comemorar a sua relação de forma coerente, com mais uns empurrões, umas bofetadas e uns nomes menos românticos à mistura, tal como fazem no decorrer do resto do ano.
Seria bom acabar com esta comemoração? Não. Isso seria afundar negócios de milhões um pouco por todo o mundo, criando ainda mais desemprego e instabilidade. O ideal é que não fosse preciso um dia para comemorarmos o que nos move todos os dias – o amor.

In "O Montemorense", Fevereiro de 2017


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