segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

José Sousa, Património Material do Estabelecimento Prisional de Évora



Enquanto não for a julgamento, ou enquanto não for libertado, se provada ilegal a sua prisão preventiva, o cidadão José Sócrates Pinto de Sousa continuará em Évora, cidade que se transformou ultimamente num verdadeiro circo de celebridades que desfilam direitos ao Estabelecimento Prisional para “visitar o amigo”. E não só, direi eu. Estas páginas desassossegadas que vive a pacata cidade, e aquele bairro em particular, são resultado do desejo frenético de poderem, todos os que por ali passam, bandarilhar as câmaras e os jornalistas de plantão, dizendo que não dizem coisas que lhes apetece dizer. E os jornalistas gritam por elas, perguntam, repetem as perguntas, quase choram só para ouvir um sim ou um não das sagradas bocas que guardam para si o que realmente viram, o que realmente falaram, o que realmente sentem e sabem de toda esta embrulhada. 
O ex-primeiro não é o único em preventiva pelos motivos que alegadamente para ali o enviaram. Oxalá fosse. Muitos outros vivem a mesma situação sem que haja um mínimo interesse dos media em contar as suas estórias. Claro que Sócrates é um protagonista diferente. Quer queiramos, quer não, ele não é um cidadão comum. É o homem, o político, que esteve à frente dos nossos destinos um bom par de anos. E que, a ser verdade, procedeu de forma pouco clara e pouco digna enquanto cidadão, ao mesmo tempo que mandava aprovar os PECs mais famosos da nossa história económica, profetas que anunciaram a vinda a Portugal da tal Troika que nos deixou de tanga. 
Quer seja ou não culpado, por causa do cidadão que é neste momento património da justiça não nos será possível, daqui em diante, ouvir os políticos que nos governam sem esboçar um sorriso imediato de suspeição e descrédito. “Uhm!! Achas que este também vai fazer companhia ao nosso ex-primeiro?”, pergunta-me a fofa quase todos os dias à hora dos telejornais. “É que, se ser Património é coisa positiva, é absolutamente natural que muitos queiram partilhar com o Zé esta tão sublime honra.” E acrescentou com ar de censura: “Então, estás a acabar o texto e não desejas as Boas Festas aos teus 12 leitores?”
Claro que sim, claro que sim: BOAS FESTAS para todos!

Distraídos crónicos...

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