quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Galinhas Mentecaptas


Acabei de saber o motivo pelo qual a soprano montemorense Vera Guita, radicada na Suécia, foi IMPEDIDA pela Federação Portuguesa de Futebol de ter cantado o Hino Nacional antes do jogo Suécia-Portugal: SUPERSTIÇÃO. 
Em 2002, a Marisa cantou "A Portuguesa" e Portugal perdeu com a Coreia. Esta informação, recebida há minutos, só veio confirmar que, quem dirige o futebol desta espécie de país, é simplesmente um grupo de galinhas mentecaptas.

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Vera Guita impedida de cantar o Hino Nacional no Suécia-Portugal




Vera Guita, portuguesa, natural de Montemor-o-Novo, professora e dona de uma voz excepcional, radicada na Suécia há dois anos, recebeu o convite da Embaixada de Portugal naquele país para cantar "A Portuguesa" no estádio de Sola, no dia 19, antes do jogo Suécia-Portugal.
Aceitou, preparou-se e, já no estádio, não é autorizada pela Federação Portuguesa de Futebol a cantar o Hino Português. Segundo as mentes brilhantes da FPF... não é hábito "A Portuguesa" ser cantada 'a cappella' e a solo. 
A Federação Portuguesa de Futebol é gerida por uma cambada de incompetentes, incultos, grunhos e vaidosos de merda! Rua com eles!

sábado, 16 de novembro de 2013

As escolas das tias são as melhores, tá a ver…?!!!





Quando leio os já tristemente célebres rankings, onde se posicionam as escolas do país, da melhor até à pior de todas, fico três dias a rir, mas de estupidificante tristeza, por perceber que os jornalistas levam muito a sério notícias destas, que são obrigados a veicular, e por verificar que a maioria dos portugueses acredita que aquilo é uma verdade verdadeira, uma realidade real e indesmentível.
Ora reparem lá, se fazem favor: então as escolas privadas, os colégios finos, cheios de nove-horas e má-na-sê-quê, onde andam os filhos e os sobrinhos das tias e dos tios, que têm massa de sobra, onde não faltam livros, nem papel para fotocópias, nem papel higiénico, não hão-de ficar à frente das escolas públicas? Nesses colégios só entra quem tem dinheiro para pagar as mensalidades. Esses colégios só são frequentados por alunos, cujo ambiente familiar é, de longe, diferente dos ambientes familiares de muitos dos alunos que frequentam as escolas públicas.
Não entendo a lata dos que fazem essas pesquisas e chegam a tais conclusões, assim, sem mais nem menos. Afinal, entendo. É porque não sabem rigorosamente nada do que se passa nas escolas públicas. Mas eu explico: nas escolas públicas, pagas com os nossos dinheiros, há alunos com bom ambiente em casa, com livros, com Internet, com pequeno-almoço todos os dias, a tempo e horas, com almoço e jantar, com pais e mães preocupados. Mas também há alunos com necessidades educativas especiais que não podem, nem têm, de fazer exames nacionais. Também há alunos de famílias desagregadas, alunos que não tomam o pequeno-almoço em casa porque, simplesmente, não têm o que tomar ao pequeno-almoço. As nossas escolas públicas também são frequentadas por alunos que não têm livros, porque o sistema económico familiar não o permite. Porque ou o pai ou mãe se encontram em situação de desemprego. Porque a escola ainda é o único lugar onde podem tomar uma refeição quente diária. (E não é preciso sair de Montemor para constatar este tipo de situações). E, depois, vêm-me esses gajos das estatísticas mostrar as notas dos alunos sem revelar, de facto, honestamente, o que pode originar esses resultados? E se fossem à fava? 
E há mais uma coisa. Uma investigação de um canal de televisão descobriu que, afinal, há colégios privados a receberem dinheiros do Estado, isto é, dinheiro meu e seu que, em vez de ser gasto naquilo que os nossos filhos precisam nas suas escolas, anda a ser gasto nas finesses da rapaziada dos privados. Desculpem, mas isto não se aguenta. Não admito que, na minha escola, comece a haver racionamento de materiais por falta de verba, quando essa verba é canalizada pelos mecanismos do Estado, pelos caminhos mais estranhos e ínvios, para as escolas das tias. Não admito. E estou a borrifar-me para quem discorde. Só posso concluir que este país e este Governo continuam a ser o que sempre foram desde há uma década a esta parte: uma vergonha sem regresso.

Não foi por acaso que Guterres, Durão Barroso e José Sócrates fugiram como o diabo foge da cruz.

Distraídos crónicos...

Contador de visitas

Contador de visitas
Hospedagem gratis Hospedagem gratis

Arquivo do blogue

Acerca de mim

A minha foto
Montemor-o-Novo, Alto Alentejo, Portugal