domingo, 24 de junho de 2012

Férias na praia? Já lá vai o tempo....



Vêm aí as férias. Muitos portugueses, com os subsídios de férias cativos para pagamento dos grandes buracos criados por verdadeiras corjas de malfeitores, não terão alternativa: ficam em casa, com os pés de molho num alguidar com água fresca, à espera de melhores dias. A minha fofa já comprou dois: um para nós e outro para os vizinhos de cima. De barro, para a água se aguentar fresquinha durante mais tempo. E comprou também um saquinho de sal de cozinha. Sempre ficamos com o sabor a mar nas canelas.
A “economia de Verão” vai, portanto, ser uma catástrofe. Centenas de restaurantes, das duas, uma: ou fazem preços rastejantes, e não terão retorno suficiente para pagar aos fornecedores, ou terão de encerrar portas; se baixarem os preços… vão ter de fechar na mesma. Os hotéis irão funcionar a meio-gás com o dinheiro de alguns camones e nós, a malta normal, mais uma vez, ficaremos sem capacidade para gozarmos aquilo que é nosso: as nossas praias, o nosso Sol, o nosso país meio devassado por incompetentes.
E como isto está tudo muito deprimente, vou acabar por aqui para ir dar uma massagem à minha fofa, que hoje acordou com os músculos tensos na zona do pescoço.. Até logo.





quinta-feira, 21 de junho de 2012

Os secretos


As Secretas, que noutros tempos tinham um nome diferente, continuam na ordem do dia. Há suspeitas de cenas manhosas mas os assuntos ficam a marinar, até que tudo mergulhe no mundo do esquecimento onde já por lá flutuam casos e casos de corrupção que, afinal, até nem eram. Mas precisamos de ter algum cuidado ao fazermos um download ilegal da Internet. Se formos descobertos, poderemos ir a julgamento e cumprir pena de prisão.

sábado, 16 de junho de 2012

És competente? Vai-te embora





Emigrar continua a ser uma das opções do pessoal que se forma e que, com vários diplomas na mão, é desprezado pelo seu próprio país que o formou. E assim vamos vivendo. Os crânios desaparecem de cá enquanto o diabo esfrega um olho, e outras comunidades, sobretudo nos Estados Unidos e na Inglaterra, ficam mais enriquecidas. Nós somos assim: eternamente parvos, dando aos outros de mão-beijada quem nos fica a fazer falta.
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quinta-feira, 14 de junho de 2012

Conhecimento



Estamos no final do ano lectivo. Com este ou com outro ministro, as cenas repetem-se, com os alunos aflitos na última semana de aulas, à espera de um milagre que mude a classificação que foram construindo ao longo de 9 meses de (não) trabalho e que, pelos vistos, acabou por fazer jus à pouca vontade de abrir os livros e de se dedicarem um pouco mais à coisa. Sabemos que o futuro não é seguro nem brilhante, mas o Conhecimento continua a ser a arma mais poderosa que o ser humano pode ter. Quando comparados com o poder deste acervo cultural, o dinheiro, os padrinhos, os títulos e as honrarias nada valem. E a maioria dos alunos, lamentavelmente, ainda não entendeu isso. 

sábado, 9 de junho de 2012

Euro 2012? Ná...


          Trocam-se opiniões sobre a participação de Portugal no Euro 2012. Por mim, quanto mais depressa regressarem… melhor. O cerne do problema não se prende apenas com a questão financeira. Prende-se com a questão moral. Não há moralidade para se participar num evento desta envergadura enquanto houver crianças em Portugal, cuja única refeição diária é que a que tomam na cantina da sua escola; enquanto houver 15% de desempregados; enquanto houver faltas graves na Saúde, no Ensino, na Indústria, no Comércio, nos Transportes e cortes descarados nos salários de quem sempre cumpriu honestamente as suas obrigações; enquanto houver tipos que engordam à custa dos outros, que nunca roubaram nada a ninguém; enquanto neste país se protegerem criminosos de todas a espécie, pedófilos, homicidas, ladrões, boys e girls a viverem de tachos fenomenais.

Claro que há lobbies, há interesses que servem a uma corja a quem os três Efes continuam a dar muito jeito. Mas eu já não tenho idade, nem feitio, para me distrair nem com o Futebol, nem com o Fado, nem com Fátima. E que isto não signifique desrespeito por quem acredita, ou precisa, destes três apoios para se divertir, para se esquecer dos problemas ou para se sentir mais seguro. O que eu quero são soluções concretas que ajudem os que mais precisam. 

Por tudo isto, e por muito mais que eu não devo aqui escrever, termos uma selecção de futebol a disputar o Euro é uma ofensa para qualquer português digno desse nome. Tenho pena, muita pena, que os lobbies e os interesses falem mais alto do que a vontade política e prática de resolver os problemas gravíssimos que o país atravessa. Não me queiram obrigar a aceitar outra vez os salazarentos três Efes, porque para esse peditório já demos e, por causa dele, ficámos mais inconscientes, mais aparvalhados, mais burricalhos. E isso foi coisa da qual ainda não estamos curados.

(Texto escrito antes do início do jogo Portugal-Alemanha)

domingo, 3 de junho de 2012

2 de Junho: Joana, Finalista

O perfil perfeito
Há sempre um palhacinho de serviço


As madrinhas mais bonitas da cerimónia

O momento solene



Os pais mais lindos da cerimónia
Um momento de descontracção

Distraídos crónicos...

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