quinta-feira, 17 de maio de 2012

Emigração


           Quando aquele senhor que representa o papel de primeiro-ministro disse, até com algum entusiasmo, que o melhor que poderíamos fazer, em caso de crise, seria emigrar, o senhor não se apercebeu bem das consequências das suas palavras. Ou então estava a pensar no que fizeram os seus antecessores.
Ora vamos lá a ver: Guterres, quando se viu aflito… emigrou. Mr. Barroso, quando viu que o país estava de pantanas, após a sua governação… emigrou. Sócrates (ainda não sei se ele é Sr. Eng.º ou não) quando viu o resultado das obscenidades do seu staff durante a sua completa desgovernação… emigrou.
Pois quero informar os meus 10 leitores (sim, já são dez, não contando com a minha mãe e o meu sogro), que Passos Coelho está a preparar-nos para o que aí vem. Quando ele chegar à conclusão que não consegue pôr mão na despesa do Estado e que ele e o seu Governo vão começar a andar em constantes contradições, pois só terá uma coisa a fazer: emigrar.
Boa viagem e beijos à prima (se a tiver).





segunda-feira, 14 de maio de 2012

Escândalo?


O país ficou escandalizado com a correria às lojas Pingo Doce, por causa das promoções que essa cadeia de supermercados levou a cabo no dia 1 de Maio. Eu não me escandalizo com essas coisas. Ficou muito irritado é com os nossos governantes que continuam a pedir sacrifícios ao pessoal e a deixar alguns barões à vontadex a fazer o que bem lhes apetece. Isso é que continua a ser um escândalo… Agora, aquilo do Pingo Doce… São minudências se comparadas com a cambada de gatunos que anda à solta por aí.
O pessoal não anda curto de massas? Então aproveita qualquer oferta que se lhe faça. Eu só não fui porque já imaginava a confusão de gente que aquilo ia dar. Claro que os exageros são de condenar. Mas a medida veio ajudar muitos que estavam a necessitar de ajuda, veio promover o nome da empresa e veio fazer concorrência a outras do género que, em breve, lhe vão seguir o exemplo. Oxalá. O povo, à rasca, agradecia. De qualquer forma, o que me deixou preocupado foi o comportamento de muitas pessoas que arrastaram tudo atrás de si e só não levaram a menina da caixa porque ela não quis ir.
Esta movimentação de massas no dia 1 de Maio, dia do Trabalhador, veio provar, pelo menos três coisas: estamos em crise e há que aproveitar as ofertas; o dia do Trabalhador ficou para segundo plano nas aberturas dos telejornais, o que significa que a malta se está marimbando para essas coisas; e a ideia do Pingo Doce (esta será, talvez, a prova mais importante) serviu de balão de ensaio para testar o comportamento do povo quando, um dia, em situação de guerra, catástrofe ou de crise aguda, for mesmo necessário ir aos supermercados açambarcar tudo o que vier à mão, roubando os produtos do carrinho do vizinho, invadindo selvaticamente as instalações numa atitude de salve-se quem puder, lutando por uma côdea de pão duro.
Como diria Astérix, o Gaulês, oxalá amanhã não seja a véspera desse dia.

sábado, 12 de maio de 2012

Paixões


Esta é a paixão da Joana.
Quando, ainda muito pequena, a mãe lhe perguntou se queria que lhe comprasse umas sapatilhas de ballet, para entrar na Escola de Ballet, aqui em Montemor, ela respondeu: "Compra-me antes uns pitons". E comprámos.

Bernardo Sassetti


          Faleceu um dos grandes pianistas e compositores da minha geração. Gostava que eles nunca partissem. Seríamos todos mais felizes. Condolências à família, aos amigos e à música portuguesa.

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Coro Lopes-Graça em Montemor


“Roubo as canções ao povo e depois devolvo-as com juros."         
F. Lopes Graça
    
           Fundado em 1945, pelo compositor Fernando Lopes-Graça, o Coro da Academia de Amadores de Música, de Lisboa, continua a seguir os passos do Mestre através do talento e da generosidade de José Robert, assistente de Lopes-Graça desde 1977 e maestro titular do coro desde 1988, e de Ivo Castro, actual assistente de José Robert.
Para continuar a comemorar os seus 25 anos de existência, o Coral de São Domingos convidou este coro que é, no panorama da música coral portuguesa, uma indiscutível referência histórica e artística. É, provavelmente, o único coro do mundo que canta apenas obras de um único compositor!
            O Concerto deu-nos uma breve panorâmica do imenso trabalho de Lopes-Graça na área coral: peças tradicionais, peças originais sobre textos populares e, claro, algumas das suas Canções Heróicas. Para quem estuda música, para quem estuda Lopes-Graça e para quem canta num coro, foi um momento único. O Mestre Graça esteve ali, connosco, nas vozes daquele grupo que, quando canta, tem como objectivo primeiro cultivar o purismo que o compositor colocou em cada nota, em cada melodia popular, em cada harmonia que se estranha mas que se entranha no segundo seguinte. O Concerto foi, sem dúvida, a forma que tivemos de ficarmos mais próximos daquele que foi um dos compositores mais ousados, quer em termos técnicos, quer artísticos, quer políticos do século XX português.  
Uma vez por outra, a imagem do Maestro José Robert esbatia-se levemente e surgia a figura, pequena, franzina, de cabelos grisalhos de Lopes-Graça. Mas foi impressão minha, decerto.
             Obrigado Coro Lopes-Graça da Academia de Amadores de Música. Um abraço aos maestros José Robert e Ivo Castro.  Este não terá sido o nosso último encontro

domingo, 6 de maio de 2012

O dia das minhas mães


            Foi, em tempos, no dia 8 de Dezembro. Depois, por motivos que não vale a pena discutir, passou a ser celebrado no primeiro Domingo de Maio, o que não tem qualquer importância. O valor simbólico da data, esse é que conta. Mas não é fácil fazer uma homenagem à nossa Mãe. O que se pode dizer daquele ser humano quem foi a nossa fonte de vida, com a qual convivemos internamente, pequeninos, encolhidos, felizes, durante mais ou menos nove meses? Como poderemos agradecer o ter dito sim à nossa vida, quando poderia ter dito não? O que questionar sobre o seu amor incondicional, o seu sofrimento eterno pela felicidade do filho e da mulher do filho e dos netos, que são filhos duas vezes?
Mãe é, provavelmente, uma das palavras mais pronunciadas no mundo. É, sem dúvida, um dos graus de parentesco mais respeitados do universo. Mas, para mim, Mãe não é um grau de parentesco. É bastante superior a esse conceito terreno e limitado. É uma Fé e uma Esperança. Ser Mãe é ser tudo. É ser Mundo, Céu, Porto de Abrigo, Colo, Lágrima, Riso, Amor sem fim até ao último dia das nossas vidas.
É o que acho da minha Mãe e da Mãe que deu ao Mundo a Mulher que me escolheu, e que é a Mãe dos meus filhos. Obrigado às três.

Distraídos crónicos...

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