domingo, 30 de janeiro de 2011



Não entendo por que se celebram missas e se fazem peditórios públicos para apoiar a defesa (e, quem sabe, se para pedir a absolvição) do assassino confesso do cronista social Carlos Castro. Alguém se preocupou com a família do assassinado? Quem quer (sabe) explicar-me esta inversão de valores?

sábado, 29 de janeiro de 2011

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Duplicidades



Como é que um homem chamado Joseph Ratzinger, e que assume o nick de Bento XVI, pede aos jovens para não criarem perfis falsos na Net?

domingo, 23 de janeiro de 2011

Eleições, hoje! Para quê? Para quem?



(Foto roubada descaradamente ao Manuel Roque)

Não percebo nada de política, mas tenho a impressão que os cabeças de lista às próximas autárquicas aqui em Montemor vão começar a fazer visitas ao pessoal das associações culturais e humanitárias uns dois ou três meses antes das eleições de Outubro de 2013. É o costume. Como se as associações começassem a existir exactamente nessas alturas. Em tempos idos, em período de campanha eleitoral, o Coral de São Domingos foi visitado por vários grupos de políticos, todos bué de interessados nos seus trabalhos. Eu não me aguentei e tive de perguntar a alguns desses interessados pelos nossos problemas a quantos concertos do coro já tinham assistido. Uma boa parte deles ainda não tinha assistido a nenhum. Mas ficaram a saber que o Coral de São Domingos fazia (e faz) vários concertos de música coral por ano na cidade. Imaginem a ousadia.
Eu, se pensasse seriamente em substituir Carlos Pinto de Sá, começava JÁ a trabalhar. Quer fosse do PCP, do PS, do PSD ou do CDS. Digo eu.

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011


Vem aí o acordo horto-gráfico. O projecto acabou por ver a luz do dia sem se saber porquê. De país colonizador e que imprimiu regras (religiosas, sociais, linguísticas, administrativas) aos povos de África e do Brasil (se bem, se mal, isso agora não vem ao caso), Portugal passa a país colonizado que vai ter de aceitar um acordo político, mascarado com as cores da fraternidade e a fingir um intercâmbio em nome sei lá do quê. Os Norte-americanos e os Britânicos nunca se incomodaram com as diferentes formas de escrever (e de falar) dos seus cidadãos. Os Espanhóis e os países da América Latina nem discutem essas diferenças. Só um país chamado Portugal é que teve a ideia peregrina de pôr o pessoal a escrever como os brasileiros e os africanos. Mais surreal do que isto foi a chegada de uns tanques de guerra para proteger aqueles tipos da Cimeira da Nato. É que essas armas de defesa só chegaram muito depois daquela cambada ter regressado a casa.
Devo confessar, desde já, que me vai ser muito doloroso e difícil abandonar a grafia do meu português e adoptar a forma de escrever de um tipo de português que, para mim, não passará de uma excepção a todas e quaisquer regras adoptadas há várias décadas. Vai ser o Inferno para quem está habituado ao português de Portugal. As televisões começaram a fazer passar no rodapé alguns títulos com a nova grafia e eu até fiquei agoniado. A nossa língua começou já a ser um objecto de violência para a qual não há adjectivos possíveis e suficientemente fortes que a classifiquem. Enquanto professor, ensinarei de acordo com a legislação. Enquanto cidadão que escreve por aí, não vou conseguir abdicar tão depressa da verdadeira língua portuguesa.
Por enquanto, é um choque. É como se me obrigassem, a partir de agora, a conduzir pela esquerda ou a atropelar velhinhas de andarilho nas passadeiras. É um sentimento de perda e uma vontade de voltar ao útero materno. Mas, como diz o outro, este é um problema menor em relação a outros bem maiores. Um deles é, por exemplo, a fome que muitas crianças começaram a sentir diariamente, problema que algumas escolas tentam ajudar a ultrapassar servindo refeições durante as férias. Pensando bem, para uma criança com fome é indiferente se ela é tratada pelos políticos como um sujeito exce(p)cional, um obje(c)to desprezível ou um mero complemento indire(c)to a quem não se dá condições para ser feliz.


quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Oh, abre!!!!

Somos um país de gente preocupada. Os dias arrastam-se atrás uns dos outros, sendo o seguinte mais preocupante que o anterior. A nação valente e imortal notou, tantos anos depois, que é mais mortal do que um pêro podre e que, valente, só o é nos versos de A Portuguesa, inventados por Henrique Lopes de Mendonça para a marcha patriótica de Alfredo Keil. Os heróis do mar, manietados por uma Europa ditadora, não passam agora de escravos de uns políticos manhosos que transformaram o país num pântano onde navegam com à-vontade os corruptos, os piratas e outros criminosos de fato e gravata.

Muitos portugueses querem saber como vão aguentar-se durante o ano que agora começa; até quando têm garantia de emprego; até quando poderão honrar os seus compromissos; o que irão pôr na mesa depois de pagas as contas do mês. Outros viram as atenções para os candidatos à Presidência da República e reparam que o que ali está não são candidatos à Presidência da República. São candidatos a mais um mandato de neutralidade oca e inócua. Ao pé destes senhores, a rainha de Inglaterra é uma verdadeira Hitler de saias (e de coroa de diamantes). Para que serve um Presidente da República se não pode emitir opiniões? Pode vetar leis malucas, dir-me-ão. E então? Elas voltam ao Parlamento e são aprovadas na mesma. Pode demitir um Governo incompetente, quando as condições o exigirem, poderá insistir o meu leitor. E então? Não houve condições para a demissão deste Governo? Houve. Alguém o demitiu? Não me lembro. Pode fazer Presidências Abertas, com a comunicação social atrás, para dar visibilidade aos problemas do país, tentarão ainda convencer-me. E então? De que serviram as presidências abertas de Cavaco Silva? Só lhe foi mostrada a parte menos má do país…

Vão por mim. O país não precisa de um presidente da república, quer venha do PSD, quer venha de qualquer outro partido. A Presidência da República é, apenas e só, uma fonte de gastos desnecessários do erário público. O que nós precisamos é de um Governo coerente, consciente e, sobretudo, de um primeiro-ministro que viva no mesmo país que nós. Eu repito: de um primeiro-ministro que viva no mesmo país que nós. Enquanto isso não acontece, continuaremos a ser uma nação de gente preocupada e cada vez mais infeliz e deprimida. Um país onde uns comem as lagostas e os outros chupam as cascas. Mas com as contas à moda do Porto, pois claro. Como diz um puto cá de casa, contrariando as boas maneiras da fofa: “Oh, abre!”



domingo, 9 de janeiro de 2011

"If..." by Rui Duarte Quipelingue


Se... o Prof. Cavaco tivesse investido NESTE banco, não estaria metido em  tantos problemas

Distraídos crónicos...

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