quarta-feira, 30 de junho de 2010

I've got a peeling




sábado, 26 de junho de 2010

Inefabilíssimo grande líder


"Muitas vezez sinto-me sozinho a puxar pelas energias do país."
(José Sócrates - 25/06/2010)


Não contive uma lágrima emocionada (furtiva, é certo) perante tal desabafo.



terça-feira, 22 de junho de 2010

FALACIAZINHA



Ganhar 7-0 à Coreia do Norte foi o pior que podia ter acontecido à selecção portuguesa.
Quando uma equipa ganha ao adversário por sete bolas a zero, há algo que não está bem. Vamos saber o que é quando Portugal jogar com o Brasil.



domingo, 20 de junho de 2010

Gaffe?



Não. Não foi gaffe.
Foi um acto deliberado.
Cavaco Silva, Presidente da República Portuguesa, o presidente de todos os portugueses, enviou uma mensagem de condolências à família de Saramago, escritor, português, Prémio Nobel da Literatura. 
Diz que não ia ao funeral. Diz que estava de férias.
Lamentável mas coerente. Não são os cargos que mudam as pessoas. Cavaco Silva, primeiro-ministro em 1992, é o mesmo Cavaco Silva, presidente da república em 2010. Um homem tristemente coerente.

P.S.: Com esta atitude, acabou de perder as próximas presidenciais.

sábado, 19 de junho de 2010

Se podes olhar, vê. Se podes ver, repara (Livro dos Conselhos)


Escrevi uma pequena crónica para a “Folha de Montemor” de Abril de 1989, quando José Saramago veio a Montemor para um encontro com os seus leitores na Biblioteca Municipal. Aqui fica um excerto desse texto, numa homenagem derradeira ao escritor, ao Nobel, ao polémico e ao desassombrado. Resquiat in Pacem.


José Saramago - 
a maturidade
dos escritos

O visitante sentara-se ao centro, que é o sítio de honra e, de cotovelo fincado e a mão a apoiar a cara descansada, ouvia de olhos pequenos atrás das lentes grossas as palavras que eram dele e que por ser escritor a outros pertencem, que isto de filhos já se sabe que pertencem ao mundo depois de feitos. E ali estava ele. Atento às paisagens e aos factos, às pessoas soltas que ele tinha outrora inventado. Entendeu-se como se pela primeira vez as ouvisse ler. E aqui o escritor não se sente mais que leitor talvez pela milésima vez renovada porque as letras fizeram-se para isso mesmo, e ele usou-as sem lhes retirar o sabor, trazendo sons novos que só atrás da alma que Deus nos deu se tornam noutros, consoante aquilo que se aprende da vida. E ele lá estava, com a manga da camisa a roçar-lhe a orelha que muito ouviu e que depois deu lugar à brancura das palavras.
Muito falou aquele ribatejano duma figa que até podia ser Mau-Tempo em vez de Saramago ou até Gusmão Passarola porque não sonhou menos que esse padre alucinante. E, quando falou, a sala perdeu a pompa da maioria dos colóquios e ficou mais simples e toda a gente gostou porque ele era o tal homem que tinha posto em livro [no Levantado do Chão] o que as pessoas tinham sentido quando antes era proibido sentir. (…)

quinta-feira, 17 de junho de 2010

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Ainda sobre a estapafurdez de os alunos passarem do 8.º para o 10.º ano, sem irem às aulas...


Continuo sem compreender como é possível um aluno, sem frequentar a escola, fazer exames de 9.º ano sobre matérias que deveriam ter sido apreendidas durante um ano lectivo em contexto de sala de aula, com possibilidades de discussão, levantamento de dúvidas, lançamento de novas ideias. A sala de aula continua a ser, embora alguns professores se sintam obrigados a seguir um percurso diferente, o centro nevrálgico onde acontece a aprendizagem. As visitas de estudo, os projectos de turma ou de escola, ou ainda em sistema de intercâmbio com escolas nacionais ou de outros países é, sem dúvida, enriquecedor, sobretudo pelo desenvolvimento global que pode proporcionar aos alunos. Mas, ao contrário de algumas teorias que começam lentamente a ganhar força, estas actividades nunca poderão ser o objectivo primordial da escola.

Cada vez mais nos obrigam gastar o nosso tempo a reflectir sobre as estratégias para contrariar o insucesso ou o abandono escolar. Se, noutros tempos, a escola se fechava sobre ela própria e os alunos circulavam entre muros a remoer sebentas com apontamentos já esborratados, com décadas de utilização, sem um contacto prático com a comunidade, hoje, se dermos asas a tudo o que nos exigem, a sala de aula quase deixa de ser necessária, tão pouco é o tempo que os alunos passam dentro dela. Nem oito, nem oitenta.

Quando me perguntam qual é a melhor estratégia para garantir o sucesso escolar dos alunos, a minha resposta nunca se alterou: o sucesso escolar passa, inevitavelmente, pelo estudo, pelo trabalho aturado de pesquisa e investigação, pela concentração e pelo interesse nas matérias e também (como isto é importante!) nos professores que as leccionam. Caso contrário, teremos alunos cada vez mais ignorantes e professores cada vez mais infelizes e ansiosos pela idade da reforma.




segunda-feira, 14 de junho de 2010

Fomos, cantámos e voltámos


















Foi um prazer termos cantado um concerto sacro na Igreja de Santa Teresa de Ávila. Mas também soube bem mostrarmos aos turistas, que visitavam o Alcazar de Segóvia, duas peças de época que, compostas há 400 anos, foram as escolhidas para serem interpretadas naquele local único.


quinta-feira, 10 de junho de 2010

Chega!














 




Aníbal, abre os olhos, ergue a espada,
Defende o Povo Luso maltratado!
Monta os teus elefantes, faz-te à estrada,
Neste dez, oh! dia meu, já estafado!
Ah! Desce do Olimpo e, à estalada,
Como um Viriato mui insultado,  
Livra os Lusitanos desta Tormenta,
Expulsando Ali Babá mais os Quarenta!

(Mas  se o teu peito 'inda teme o pior,
Se, para tal, for mister mais coragem,
Passa por aqui, por Montemayor,
Prova um tinto e verás, nobre Cavaco,
Que é muito mais sedoso que o de Baco!)

                                         Obrigadinho e boa viagem!


quarta-feira, 9 de junho de 2010

Este, por exemplo


Vêm aí as férias. Vamos ver se o país está, ou não, em crise. Aposto que, em Agosto, políticos e cidadãos vão marimbar-se para os problemas do país e vão a banhos refrescar as ideias. Só acreditava que estávamos REALMENTE mal financeiramente se, no parque de campismo para onde vou este ano, o meu vizinho da esquerda fosse o Eng.º Sócrates e o da direita o Dr. Pedro Passos Coelho. Iam ser serões memoráveis de bisca e de sueca, nos avançados das suas tendas simples, às flores, onde almoçaríamos grandes sardinhadas acompanhadas com um bom tinto de Montemor, após as quais, e antes da sesta, iriam escutar, mais atentos do que um mocho, as minhas soluções para acabar com a crise.




 

domingo, 6 de junho de 2010

Post Scriptum:



Um sistema educativo em frangalhos (e um povo materialmente empobrecido)  é uma porta aberta a qualquer ditador.

sábado, 5 de junho de 2010

Irresponsabilidade (para não lhe chamar outra coisa)



Alunos com 15 anos, que não consigam passar do 8.º ano, podem fazer exame de 9.º, sem frequentar as aulas. Não, isto não é o enredo do próximo livro de Isabel Alçada, da colecção UMA AVENTURA. Foi MESMO uma decisão tomada, não sei em nome do quê ou de quem, pela Ministra da Educação. Com esta novidade, provou que não percebe NADA, nem de educação, nem de pedagogia. Mas, se pensarmos um pouco, esta é mais uma das muitas manobras para levar o povo português a ficar cada vez mais burro e sem capacidade intelectual de reacção às barbaridades que já fizeram e que ainda vão fazer connosco. Quanto à senhora ministra, eu sempre desconfiei daquele sorriso.
Já agora, penso que as medidas da senhora fariam menos mal... na Amazónia.

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Um espaço... mí(s)tico


Cantar na Basílica dos Mártires, no Chiado, é um privilégio. O Coral de São Domingos vai apresentar-se em concerto, no Domingo, dia 6, às 16 horas, a convite do Coro Renascer Chiado. 
É o um cumprimento de um sonho.

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Qual é a coisa, qual é ela, que é mais ridícula do que uma Vuvuzela?



Não sei se estou interessado em apoiar a Selecção Nacional de Futebol. Os motivos para esta minha indecisão, caso interessem a alguém, ficam para mais tarde. Mas se manifestar o apoio aos senhores jogadores que vão vestir a camisola do meu país, não será com uma Vuvuzela. Será com a Bandeira Nacional, com o Hino Nacional, com um Galo de Barcelos munido de apito ou mesmo com um Garrafão de Cinco Litros e uma Sardinhada! Nunca com essa corneta a que chamam Vuvuzela. Porque não é portuguesa. Porque não é nossa. E porque mais ridícula do que uma Vuvuzela para apoiar a Selecção Portuguesa é uma Vuvuzela com a Cinha Jardim numa das extremidades.


Distraídos crónicos...

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