domingo, 28 de fevereiro de 2010

Valsa Triste de Jean Sibelius (Finlândia, 1865-1957)




Pensei em aconselhar um VALIUM 10 que permitisse aos leitores ficarem desligados por umas horas deste país cada vez mais entristecido e mais mal-frequentado. Podem fazê-lo.  Mas antes, ouçam esta que é, na opinião desta Altíssima e Parda Ignorância, uma das páginas mais inspiradoras da literatura musical de todos os tempos - dos que passaram e dos que hão-de vir. Quem compõe assim não fecha a tampa toda. Ainda bem para nós. Bom Domingo! 

Deutsche Kammerphilharmonie
Maestro: Paavo Järvi

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Cófi Breique




Intervalo de uma reunião do Conselho de Ministros de um país terceiro mundista, plantado ali mesmo a descair para o Atlântico. O Chefe não está. Foi fazer xi-xi e aproveitou para atender um telefonema.
E pronto. Este blogue tem os dias contados.
Talvez não. Vou disfarçar-me de palhaço.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

26 000? O povo não anda bom...



Foi com esta cara que a minha fofa manifestou o seu espanto (e horror) quando lhe contei dos 26 000 distraídos que já passaram por aqui. E o caso não é para menos. De qualquer forma, obrigado pelas visitas.

Conversa com Deus

O original que o João Gabriel me enviou vinha em Inglês e em Inglês ficou.
Ao lado, uma possível versão em português deste diálogo tão... humano.

Man: God?                                                             Homem: Deus?
God: Yes?                                                               Deus: Diz lá.
Man: Can I ask you something?                               Homem: Posso fazer-te uma pergunta?
God: Of course!                                                       Deus: Naturalmente que sim.
Man: What is for you a million of years?                   Homem: O que é para Ti um milhão de anos?
God: A second.                                                        Deus: Um simples segundo.
Man: And a million dollars?                                      Homem: E um milhão de dólares?
God: A penny.                                                          Deus: Um simples cêntimo.
Man: God, Can you give me a penny?                      Homem: Meu Deus, podes dar-me um cêntimo?
God: Wait a second.                                                 Deus: Espera um segundo.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Ironias infelizes


Quando o Primeiro-ministro ficou aborrecido pelo facto de ter sido aprovada pela Oposição a proposta de alteração da Lei das Finanças Regionais (limitando o endividamento até 50 milhões de euros a cada Região), nunca poderia adivinhar o que estava para acontecer. Ironias infelizes.


domingo, 21 de fevereiro de 2010

Tréguas



Adiemos a Revolução programada no post anterior. Mais importante é desejar que o grave problema que afectou a Região Autónoma da Madeira seja resolvido com brevidade. O pensamento cá de casa vai, todo ele, para os nossos amigos madeirenses, principalmente para os membros do Grupo Coral de Santa Cruz e seus familiares. Queremos acreditar que todos se encontram o melhor possível.


sábado, 20 de fevereiro de 2010

Às armas!


Amanhã, Domingo, parece-me um bom dia para fazermos uma revolução: a Revolução.
Marquem vocês o ponto de encontro. Batemos a almoçarada e depois... vamos tomar Lisboa! A minha fofa não vai. Vai ajudar a mãe a fazer um cachecol.

Faltas urgentes



terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Um texto para esta Quarta-feira de Cinzas


Há dias dei por mim a caminhar, devagar e sozinho, em direcção à ermida da Senhora da Visitação. Não, não fui pagar uma promessa, não fui fazer um pedido. Fui, simplesmente, porque a hora de almoço era larga e senti (terá sido?) uma força que me puxou até lá acima.

Dei por mim a entrar e a sentar-me na última fila (onde me sento habitualmente quando entro numa igreja), na penumbra silenciosa da capela. No genuflexório da direita, mesmo aos pés da Virgem, uma senhora rezava, concentrada, de cabeça baixa. Estive a olhar para ela com inveja… um pecado que há muito não cometia. A força silenciosa daquela mulher, que não conheci logo, quer pela semi-obscuridade do espaço, quer pela distância a que me encontrava, deixou-me o pensamento viajar para outros tempos.

Perguntei-me em silêncio se eu ainda saberia rezar. Achei que já não. Muito anos se tinham passado desde a última vez. Tinha-me esquecido de como pôr as mãos, de como olhar para cima e imaginar Deus na parede do meu quarto, junto à janela, ou mesmo ao meu lado enquanto adormecia. Sentia-me, nesse tempo, seguro e inexplicavelmente confiante. “Rezar é falar com Deus,” asseguravam-me as minhas catequistas, de quem tenho uma imensa saudade. Se assim era, e continuará a ser, decerto, então esse diálogo entre Deus e este humano, frágil e feito de pó, acabaria por tornar-se difícil, por motivos na altura considerados fortes e inabaláveis. Razões que hoje já não teriam a mesma força. Comecei, admito, a acreditar noutros deuses, noutras realidades bem mais materiais e bem menos, como direi… compensadoras. Mesmo assim, mantenho-me onde estou. Mas, acreditem, sinto saudades das minhas discussões com Deus, sobretudo das últimas que ditaram a nossa zanga aparentemente definitiva.

A imagem da Virgem, com aquela senhora aos pés, cheia de fé e humildade, fizeram-me sentir saudades do Deus da minha infância, um constante Companheiro de conversas, algumas ridículas aos olhos de hoje, muitas delas sublimes e inesquecíveis, aos olhos de qualquer época.

Quando a senhora se levantou, eu, sem me apetecer grandes conversas, de forma quase automática, saí da capela e dirigi-me à escadaria, que desaguava lá em baixo, junto à estrada. No entanto, não a desci. Esperei, curioso. A senhora saiu, em passo lento e de rosto luminoso. A oração tinha-lhe feito bem. Desceu os degraus e acenou na minha direcção: “Sentes-te bem? Não esperava encontrar-te aqui!”
Era a minha mãe, desconfiada como o são todos os sábios. 

(Nota importante: este texto não passa de puríssima ficção. Penso eu.)

Cuidado, Europa!!!!!


Já aí tens o Durão Barroso. Acabou de partir de cá o Constâncio! Vais ver o que é incompetência! Boa sorte, Europa. Vais precisar dela.
Parece que é o actual ministro das Finanças que o vai substituir no Banco de Portugal. Sim, o Teixeira dos Santos. O tal que nem deu pela chegada da crise. E agora o primeiro-ministro anda em campanhas de desagravo, nem sei para quê. Faz falta um terramoto em São Bento. Isto vai de mal a pior.
Pantanal de incompetentes. Parem o país. Quero descer.

sábado, 13 de fevereiro de 2010

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Porta Mágica: em frente!

Já devia ter falado mais vezes neste assunto. O que me tem impedido? O tema e a instituição em causa estão ligados a um familiar muito próximo e tal facto talvez me tenha feito adiar uma ou outra manifestação mais entusiástica. Decidi de mim para comigo que não havia motivo forte para novos adiamentos. Pelo contrário: havia, sim, motivos para escrever sobre o assunto – sobre a sua importância na sociedade civil montemorense, sobre a sua urgência e o entusiasmo com que um grupo de cidadãos tem vindo a dedicar-se à causa.

Fundada há 3 anos, a Porta Mágica, Instituição de Solidariedade Social, está muito perto de conseguir o seu grande objectivo: abrir um espaço onde crianças e jovens em situação de risco possam ser acolhidos temporariamente, até ao momento em que se proceda ao seu reencaminhamento pelos serviços competentes, para a sua família, depois de esta ter adquirido novas competências, ou para famílias onde possam ser amados, respeitados e felizes. Para que essa Casa, localizada em Montemor, possa tão depressa quanto possível servir os objectivos da Associação, tem sido necessária a promoção de angariação de fundos, através de diversas iniciativas que só têm comprovado o interesse e a solidariedade que muitos cidadãos, amigos uns, anónimos outros, têm manifestado a favor do projecto.

O pintor Malangatana, recentemente doutorado Honoris Causa pela Universidade de Évora, e profundamente ligado à Associação, aceitou o convite da Porta Mágica para, como seu Patrono, atrair as atenções de outras instituições e fontes de apoio.

Integrada neste ciclo de iniciativas com o objectivo de, após todos os procedimentos legais concluídos, abrir, finalmente, a sua Porta Mágica, vai realizar-se no próximo dia 8 de Maio, no Cine-teatro Curvo Semedo, uma grande gala de variedades que contará sobretudo com a presença de artistas de Montemor, que têm mostrado, ao longos dos anos, o seu amor à arte e a sua paixão pelas grandes causas. A porta daquela grande sala de espectáculos também vai ser mágica nessa noite, porque é por ela que o meu caro leitor vai entrar para, com o seu contributo, fazer mais felizes muitas crianças e jovens que precisam de si.

Completamente por dentro de toda esta movimentação, e contagiados pelo entusiasmo da mãe, os meus filhos gémeos de 15 anos perguntaram-me se, depois de aberta a Casa, havia possibilidade de fazerem voluntariado. Não lhes respondi… Senti uma certa humidade a turvar-me o olhar.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Onde está o comando?

Radiotelevisão Portuguesa


Porque as escutas dos políticos têm ocupado espaço a mais na comunicação social, não me vou referir a elas. Porque já sabemos que Cavaco Silva não sabe o que fazer ao Primeiro-ministro, também não vale a pena falar no assunto. E porque o Governo Socialista tem dado mostras de ter saudades do tempo em que havia apenas e só a RTP, o mais sensato é mudar já de assunto e passar a falar de coisas menos perigosas.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Tempo parado, porque sim


Esta foto de amador, tirada por mim ainda muito antes da era digital, é prova da existência de espaços de extraordinária beleza, aqui, na nossa terra. Este, hoje transformado devido a vários factores, ainda é, para nós, mítico e é assim que o queremos ver.
Foi aqui, abraçadas ao rio, que gerações e gerações de montemorenses, ainda infantes, viveram as mais mirabolantes aventuras. Sabem onde fica(va)?

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Até breve!


Li o romance O Prenúncio das Águas em 2003, partindo para a leitura como nunca se deve partir para a leitura de um romance: a tentar adivinhar o que por lá se iria passar. E, ainda por cima, da Rosa Lobato de Faria, só poderia ser uma história de tias, superficial, banal e sem interesse. Arrependi-me, envergonhado, lidas as três primeiras linhas. Rosa Lobato de Faria era uma Escritora.
Em 2009, tive o privilégio de ver uma das minhas histórias incluída numa colectânea onde foi também publicado O Rio, um conto da sua autoria, rico e profundo na simplicidade que só os grandes autores sabem ter.  Hoje, a nossa união (involuntária é certo) naquele livro da Editorial Tágide tornou-se, infelizmente, ainda mais preciosa. 

Adenda: Celina V. de Oliveira, responsável pela Editorial Tágide, acredita que O RIO terá sido a última história escrita por RLF. O privilégio deste encontro literário ficou desta forma aumentado.
 
 
 
 
 

:)))


quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

O Mal e a Mezinha - II


Segundo o jornal SOL online, o Jornal de Notícias recusou publicar um texto de opinião de Mário Crespo na edição de hoje. No texto que deu origem ao descarado acto de censura, Mário Crespo relata um encontro entre Sócrates, Lacão, Silva Pereira e um executivo de televisão, onde o jornalista foi referido como um «problema» que tinha de ter «solução».  O jornalista contou ao SOL que vai deixar de colaborar com o diário. Se quiser, pode ler o texto não-publicado aqui:

http://sol.sapo.pt/PaginaInicial/Sociedade/Interior.aspx?content_id=161453

Distraídos crónicos...

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