domingo, 29 de novembro de 2009

Fome em Portugal



Os portugueses não querem um Estado-providência. Querem um Estado consciente com  políticos inteligentes que ajudem  -  DE FACTO - os que mais precisam.
Os governantes têm de começar a acreditar que num país onde há fome não pode haver evolução.
Só revolução.
(Saúdo todos os voluntários que, neste fim-de-semana, deram o melhor que têm dentro si. )


sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Estamos feitos...


... ao bife

(Estive a ouvir o debate na Assembleia da República e não consegui chegar a outra conclusão. Lembrei-me de avisar quem passar por aqui.)


quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Chega de comemorações...


... porque continuamos a viver num quintal muito mal frequentado. Só o nosso Primeiro parece viver no Jardim do Éden. O senhor não anda nada, nada bem! Não concordam? Dou um exemplo: o Estatuto da Carreira Docente "não era negociável". A avaliação dos professores "não seria alterada numa vírgula". Disse ele, talvez para agradar à sua amiga, a Dona Maria de Lurdes de tristíssima memória.
Cá para mim, o moço não se aguenta até Abril. Lá vamos levar com o Assis, que anda a engraxar o chefe de forma descarada ou, quem sabe, com o Costa da CML... É-me indiferente. Vamos continuar a ser governados por autênticos protagonistas de um filme de desenhos animados. Só que este sem qualidade.


Dezanove mil maradosdasideias!


terça-feira, 17 de novembro de 2009

Coral de São Domingos brinda à ópera!


Lá estará para cantar com a Orquestra Sinfónica do Ginásio Ópera e com os solistas Ana Paula Russo (soprano), Larissa Savchenko (meio-soprano), João Rodrigues (tenor) e Diogo Oliveira (barítono).
Dirige o Maestro Kodo Yamagishi.
Vai ser uma noite absolutamente fantástica.

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

A bomba!


Don Dellilo está em Portugal como membro do Júri do Festival de Cinema do Estoril. O conceituado escritor Norte-americano aproveitou a sua presença no nosso país para lançar a tradução portuguesa do seu último romance protagonizado pelo político mais mediático do momento em Portugal. Estive lá e pedi um autógrafo.

domingo, 15 de novembro de 2009

Já estamos mais descansados!



N. do Nascimento mandou destruir a cassete com as escutas referidas anteriormente. "Tal como no caso do senhor Primeiro-ministro, também não encontrei qualquer indício que incrimine essa senhora. Daí ter decretado a destruíção do material gravado", referiu. Pronto, acabaram-se as suspeitas. Estamos todos muito mais descansados.

sábado, 14 de novembro de 2009

Fofices


Cá em casa, a minha fofa tem tido um comportamento assaz bizarro. Cada vez que atende o telefone ou faz uma chamada, começa sempre por lançar um cumprimento bem-disposto, assim do género: “Muito bom dia a todos os senhores inspectores e agentes que me escutam neste momento. Bom dia também ao sr. Vara, ao sr. Pinto de Sousa, à D. Maria e ao sr. Cavaco, porque eu não sei se estão em modo de conferência em alegre cavaqueira (peço perdão!)". E depois, ouço-a acrescentar: “Não gastem cassetes comigo porque estou só a telefonar à minha mana a pedir-lhe que não se esqueça de me devolver o rímel e as luvas que lhe emprestei para ela ir a uma festa a Cascais, ao palacete das tias do lado do nosso pai.”

Nem me atrevo a comentar. A minha fofa, ultimamente, tem andado com azia. Não foi convidada para a festa das tias de Cascais.




sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Orfeon Montemorense


Celebro os 18 000 leitores com esta raridade. Mão amiga fez-me chegar a foto original, propositadamente guardada para ma oferecer. É a foto do ORFEON MONTEMORENSE, dirigido (segundo se pensa) por um professor do ensino primário, e que cantava em Montemor nos longínquos anos de 1921. A grande maioria dos cantores já não se encontra entre nós, mas fica para a posteridade este documento que comprova o gosto, desde sempre, dos montemorenses pela música coral.
Obrigado, José Bexiga, pela oferta!



quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Fora!!


Todos os dias são descobertos novos gatunos que têm levado o país ao estado miserável em que se encontra. Cada vez mais mal frequentado, tenho a impressão que Portugal deve ser a nação da União Europeia, ou lá como essa coisa se chama, com maior número de burlões por metro quadrado. E não estou a incluir os clássicos, não. Estou a pensar exactamente nesses senhores que os meus amigos estão a visualizar nestas entrelinhas. Pois claro: ex-ministros, ex-secretários de estado e outros parentes que tais, que continuam a chupar o povo até ao tutano. Fora com essa cambada! No entanto, e como já vai sendo hábito, mais uma vez há-de haver alguma alineazinha na Lei para safar essa gentalha. E se não houver, o Partido do Governo há-de alterar os artigos necessários. Não seria a primeira vez. Só que a coisa, agora, não será assim tão fácil.


quarta-feira, 11 de novembro de 2009

As semelhanças das diferenças


Claro que não me esqueci. O tempo é que não foi muito e só agora recordo por escrito a queda mais famosa do século passado: a do Muro de Berlim, faz agora duas décadas. Estive lá há uns anos, com o Coral de São Domingos, quando fizemos uma digressão à Polónia, em 2000, que cantou num concerto improvisado debaixo das Portas de Brandenburgo. Durante a nossa visita pela cidade nada foi mais emocionante do que tocar e ver a mais célebre construção que dividiu, entre 1961 e 1989, uma cidade, um país, um continente inteiro. Homens o construíram. Homens o derrubaram. Ideologias que hoje podem coabitar pacificamente, serviram então para, durante anos, colar nos cidadãos adjectivos terminados em -istas quando, afinal, tantos "os de cá" como "os de lá" foram (e continuam a ser) vítimas de regimes, cujos erros são comuns e cujas virtudes nem sempre são as mais apreciadas.
Um regime totalitário é sempre um regime totalitário. Presos políticos são sempre presos políticos. Campos de trabalhados forçados são sempre campos de trabalhos forçados. O culto do chefe é sempre o culto do chefe. Interesses instalados são sempre interesses instalados. O terror e a miséria são sempre o terror e a miséria. Tanto do lado de cá como do lado de lá. Nestas coisas (e noutras) não há diferenças entre os chamados regimes de Leste e os auto-proclamados regimes ocidentais.  Mas se o Muro caíu, não o voltem a erguer. E aproveitem para derrubar outros muros que, entretanto, se levantaram. Há muitos Berlins que florescem por aí. É tudo uma questão de semântica e de simpatias. É tudo uma questão de poder e de estupidez.




domingo, 8 de novembro de 2009

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Ousadias by J. Macedo


O reportório do recital desta noite na Igreja da Misericórdia é próprio para ser interpretado por grandes músicos. O João Macedo já é, sem dúvida, um grande músico. E a guitarra dele sabe disso. E se alguém do público tinha dúvidas, hoje ficou sem elas.
Destaque para a peça Elogio a la Danza, do cubano Leo Brouwer. Ousada na partitura. Ousada na execução. Grande momento. Obrigado, miúdo!

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Caravela e Casquinha recordados amanhã na Biblioteca Municipal


Há alguns anos, ainda estava na Direcção do jornal "Folha de Montemor", este vosso amigo e alguns colegas de redacção decidiram escrever, talvez, a reportagem mais importante dos, na altura, 10 anos e tal do jornal em questão: decidimos, após longa reflexão, contar cronologicamente a história do assassinato dos trabalhadores rurais António Maria Casquinha e José Geraldo Caravela. Produto de um trabalho de investigação, trouxemos para o papel, de forma organizada e coerente, a história desse crime, cujos agentes nunca foram condenados. Estive, inclusivamente, com o meu sogro em Vale de Nobre, revisitando o espaço e imaginando a acção com a ajuda de uma colecção de fotografias que nos tinham sido cedidas com o único objectivo de recriar jornalisticamente o acontecimento.
Infelizmente, questões de vária ordem levaram a que essa reportagem, pronta a ir para as rotativas, nunca visse a luz do dia. Foi publicada depois da minha saída da "Folha", mas de forma resumida e, consequentemente, incompleta.

Daqui a pouco, às 18 horas, o Filipe Chinita vai lançar no Auditório da Biblioteca Municipal a "Cantata Pranto e Louvor" em memória desses nossos conterrâneos, mortos em 1979. Já li o poema. Por isso, vou lá estar. Em jeito de homenagem.

Com um abraço aos ex-colegas que comigo colaboraram neste trabalho, deixo aqui o lead dessa reportagem, que deveria ter sido publicada no Jornal "Folha de Montemor" de Setembro de 1999, 20 anos depois dos trágicos acontecimentos:

"Falar de acontecimentos recentes não é fácil nem a exigente “cientificidade” da História a tal nos aconselha. Ainda assim, foi um risco assumido. Vinte anos depois daquelas mortes em Vale de Nobre, é quase uma obrigação moral falar delas. E assim, acreditámos que o afastamento temporal, ainda que, provavelmente insuficiente - insistimos - nos iria permitir fazer neste pequeno apontamento, sem qualquer presunção, uma exposição o mais objectiva possível, dos acontecimentos desse fim-de-semana longínquo mas ainda presente na memória dos milhares que nele participaram.


Para tal, socorremo-nos de dois ou três jornais dessa altura e de conversas soltas que fomos fomentando com amigos e familiares, depois de lhes contarmos o objectivo deste nosso trabalho, e com base numa entrevista que publicamos na íntegra, feita a uma testemunha ocular dos acontecimentos de Vale de Nobre e ferida durante os disparos. Tivemos a rara sorte de nos ser dado acesso a uma colecção de mais de uma centena de fotografias, propriedade do GDI da Câmara Municipal, preciosos e raros documentos, ajuda inestimável que vinham definitivamente ao encontro dos nossos propósitos.

O que nós pretendíamos era recolher testemunhos idóneos, isentos, claros, objectivos em suma, com o possível afastamento crítico, para podermos cumprir o nosso arriscado intento: relatar a trágica história desse fim-de-semana de 27 de Setembro de 1979. Vinte anos passados sobre a morte dos dois trabalhadores na Cooperativa Bento Gonçalves, em Vale Nobre, a 10 quilómetros de Montemor, o processo foi arquivado por falta de provas.

Se depois da leitura das linhas que se vão seguir, os mais velhos sentiram a memória mais fresca; se os mais novos ficaram a saber que a Revolução dos Cravos teve consequências imprevisíveis e houve quem pagasse com a própria vida os percalços dessa Revolução; se todos se consciencializaram que duas famílias ficaram destroçadas pela morte de um adolescente e de um adulto que caíram varados por balas, tombando por uma causa em que acreditavam; se conseguimos transmitir o nosso sentimento - porque os que escrevem nos jornais também sentem - de indignação porque ninguém ainda foi julgado por estes crimes, logo o nosso humilde desiderato foi cumprido.


E a história do último dia da vida de António Casquinha e José Geraldo Caravela começa, então, assim..."


domingo, 1 de novembro de 2009

Com pompa para o 17.000.º


Recebo com fogo de artifício o 17.000.º visitante desta espécie de Blogue. Vai ser servido um jantar num restaurante da minha cidade (só petiscos alentejanos, regados com vinho igualmente alentejano) logo que se revelem os 10 visitantes mais insistentes. Aguardo.


Distraídos crónicos...

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