sábado, 28 de fevereiro de 2009

Prometo que é a última vez que falo de Educação, da Senhora Ministra e do resto do pessoal. É a última vez... em Fevereiro, porque o ano ainda agora vai no adro, ou lá como é que se diz... Isto é apenas um apanhado das minhas angústias em relação a esta matéria, que é a minha matéria, a matéria que me dá o pão para a boca.
Duvido que os que ainda estão no Ministério da Educação saibam exactamente o que andam a fazer. O arrepio feito à questão da avaliação dos professores, mantendo-se um processo confuso e inexequível, foi prova disso. No entanto, a senhora ministra insiste neste simplex igualmente manhoso e que deixa sempre por avaliar, DE FACTO, as capacidades científico-pedagógicas dos docentes. Para que seja cumprido, obrigaram agora os professores a regredir na sua luta, através de ameaças, umas mais veladas do que outras. Mas há obrigações que não se compadecem de possíveis não-colocações, transferências de escola ou aposentações compulsivas: há encargos bancários e familiares e há o dinheiro bem contado até ao final do mês. E os senhores do Ministério sabem-no e jogam ignominiosamente com tais impedimentos. Não é a sociedade civil que desrespeita os professores e ridiculariza o seu papel, que é fundamental na formação dos homens e mulheres de amanhã. É o Governo. É o Governo Socialista Faz-de-Conta de José Sócrates. Pronto. Desabafei. Até para o mês que vem.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009


Continuo a remoer...
Nunca o país tinha descido tão baixo, com a ajuda de um jornalismo ainda mais torpe e que envergonha qualquer profissional sério. Refiro-me à entrevista feita ao tio mais célebre de Portugal, quando a jornalista o pôs a dizer todas aquelas baboseiras do seu sobrinho primeiro-ministro (quem é o Zézito?), sem, aparentemente, ter tido em conta que o senhor não estava, visivelmente, nas melhores condições. A Manuela Moura Guedes fez-me recordar os tempos negros do Herman José, quando este se divertia a entrevistar vítimas indefesas, ansiosas por cinco minutos de fama, para gáudio de um público pseudo-inteligente, que depressa despertou e lhe mostrou cartão vermelho. Com um tio a ser assim explorado pela baixa comunicação social, não há sobrinho que se aguente. Há, contudo, excepções.

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009


Continuo a remoer aquela ideia peregrina do Ministério da Educação em criar programas de voluntariado para os professores reformados. Depois de terem sido forçados, pelas políticas do actual governo, a irem para a reforma com penalizações de largas centenas de euros, os professores aposentados sentem que isto é cuspir vergonhosamente na cara de quem passou uma vida inteira a ensinar.
Não queria ir por aí, mas acho que alguns dos nossos governantes deviam passar urgentemente pelo divã de um psiquiatra: temos um primeiro-ministro que confunde constantemente ficção com realidade e que lida muito mal com a negação, um ministro das finanças que não sabe fazer contas de diminuir, uma ministra da educação que não gosta dos professores e só sabe dizer que não e dois secretários de estado que, de olhar abstracto, só sabem dizer-lhe que sim.
Professores reformados para as escolas? Insanidade absoluta! Só de pensar na eventualidade de tal coisa acontecer, sinto, em nome deles todos, uma profunda e indizível humilhação, uma clara e irrepreensível náusea pelas políticas que regem a educação do meu país. Este Ministério não nos merece.

domingo, 22 de fevereiro de 2009


Quando as imagens no écran do Santo Magalhães, destinadas a decorar um carro alegórico no Carnaval de Torres Vedras, são mandadas retirar pelo Tribunal local, acreditem, caros leitores, que estamos perante um dramático regresso aos tempos da censura salazarista.
Após as reacções do Presidente da Câmara e da organização, a Procuradora deu o dito por não dito e as “mulheres nuas” voltaram ao seu lugar. A emenda não veio melhorar o soneto: o acto censório já tinha ocorrido, revelando que continuam vivas as armas contra os atentados “à moral e aos bons costumes”, ameaças que tanto aterrorizavam o ditador de Santa Comba, fiel guardião, juntamente com o seu amigo Cerejeira, dos princípios da Santa Madre Igreja.
Aconselho a Senhora Procuradora, autora do acto de censura, a ir passar uns dias ao Rio de Janeiro. Aí é que era encher o papinho!

sábado, 21 de fevereiro de 2009

Alertado para o aparecimento de algumas notícias sobre um tal Clube Bilderberg, fui pesquisar. Os 130 membros, pesos-pesados da política e da finança de vários países, reúnem de quatro em quatro anos e consta que se preparam para lançar uma nova ordem mundial. Pinto Balsemão é membro permanente desde 1988 e já por lá passaram nomes sonantes da política nacional: Durão Barroso, António Guterres, Vítor Constâncio, Jorge Sampaio, Marcelo Rebelo de Sousa, António Vitorino, Vasco Graça Moura, Ferro Rodrigues, Santana Lopes e… José Sócrates. Não alinho no que dizem ser uma nova teoria da conspiração, mas que é um clube a espiolhar, disso não duvido. Por algum motivo se fala tão pouco deste grupo. Então, quem tenha os meios apropriados, faça o favor de saber pormenores. Depois, diga qualquer coisa. É que, por aquilo que li sobre o assunto, a coisa não se me perspectiva nada boa. Já foi publicado um livro sobre o em-breve-polémico grupinho, que vou ler e talvez recomendar.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

O tempo atmosférico e o desemprego são os temas mais badalados, com direito a constantes capas de jornais e aberturas de noticiários. Por dia fecham 10 empresas em Portugal, abrindo processos de falência e lançando para o desemprego milhares de portugueses. Mas não é só cá que os portugueses não têm emprego. Na Inglaterra, os ingleses expulsaram emigrantes lusos, acusando-os de ocuparem postos de trabalho que pertencem por direito aos nativos do país. Os portugueses deixam de poder trabalhar no estrangeiro, porque estão a ocupar os lugares dos outros, e deixam de trabalhar cá… só por causa da crise?

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Outro tema polémico a receber em breve as atenções dos políticos é o da eutanásia. Adianto-me já: porque defendo a dignidade da vida até à hora da morte, quero, quando chegar a altura, morrer com dignidade. Aguardo, assim, legislação para poder, em conformidade com a lei, e caso seja necessário, deixar escrito, preto no branco, qual e como vai ser o momento do meu último suspiro. Que venha longe, esse dia, pois claro. Porque ainda há muito que fazer.
5 000 é o número de visitas
Inc. é de "INCRÍVEL o número dos que perdem tempo com esta patetice de blogue." Ainda assim, obrigado.

domingo, 15 de fevereiro de 2009

Disseram-me que num país dito livre, o secretário-geral de um certo partido foi reeleito, não só pela união que criou no seu grupo, mas também pelo consenso das suas políticas e pelo equilíbrio que trouxe ao país enquanto primeiro-ministro, independemente da crise mundial que, felizmente que a há, serve agora como desculpa para tudo o que o senhor entende. O verdadeiro motivo do descalabro em que já vivem os habitantes desse país ainda ninguém o quis descobrir. É pena. Mas por lá, consta que há uma velha tradição: assim que alguns saltam para a ribalta por razões menos louváveis, sabem, à partida, que ganharam a confiança de muitos. Assim tipo Robin dos Bosques mas... ao contrário.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Chumbámos por faltas!!


Alunos reprovados continuam na escola, se estiverem dentro da escolaridade obrigatória. Se eram alunos absentistas, quando obrigados a frequentar as aulas, não creio que passem a ser assíduos depois de se saberem reprovados. A lógica é tão clara que até se torna estúpida.

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Caça ao voto?


Para que o país esqueça os problemas dos professores e do desemprego, Sócrates lança agora mais uma manobra de diversão, mas que lhe vai custar muito caro: a lei do casamento entre homossexuais. Sócrates, que foi contra, é agora a favor, nem se sabe bem com que intenção. Julgo que, mais uma vez, não teve sentido de oportunidade. Lançar esta questão polémica, em ano de eleições, pode revelar duas coisas: ou uma enorme coragem ou uma enorme fé na mudança da mentalidade de 12 milhões de viriatos. Não acredito que um país, por um lado, maioritariamente católico e, por outro, com dificuldades naturais em aceitar estas questões, venha aplaudir a ideia. A não ser que, mostrando ter uma confiança absoluta nos homossexuais, José Sócrates espere que estes, em sinal de agradecimento, lhe ofereçam a maioria absoluta. Mesmo assim, era preciso que fossem muitos.

Distraídos crónicos...

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