sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Chamada fatal


- Zézito? Como vais, filho? Daqui é o tio Júlio. Ouve! Um tal Charles Smith quer falar contigo. Como? Amanhã? No teu gabinete? Tá bem, filho, eu digo-lhe. Olha, a tia manda beijinhos. Abafa-te bem e trata bem os senhores jornalistas. Sim, claro... Não se fala mais nisso. Fica descansado, Zézito. A minha boca é um túmulo!

Num país de gente decente...

...Sócrates já teria pedido a demissão... ou sido exonerado. Digo eu.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

O Fantasma de Maria de Lurdes Rodrigues


Em Dezembro um semanário de distribuição nacional trazia, em manchete, que o Primeiro-Ministro iria ficar a “tomar conta” do ministério da educação. A ministra não seria afastada, mas a política ficaria sob a alçada directa de José Sócrates. O gabinete do PM desmentiu de imediato a notícia. E a notícia passou a valer pelo desmentido. Maria de Lurdes Rodrigues sobrevivia assim a duas manifestações nacionais com mais de 100 mil professores nas ruas, e a um conjunto de greves parciais e gerais de resultados que até o executivo classificaria de expressivos.
Ora sobreviver em silêncio, e esperando que todos nos esqueçamos da figura, garante essa sobrevivência artificial que permite afirmar que não houve despedimento formal. Há quanto tempo não aparece Maria de Lurdes Rodrigues em público? Afinal o desmentido da manchete carece, ele próprio, de um desmentido.

Uma das ideias fortes da moção de que José Sócrates é primeiro subscritor, e que será discutida no congresso de 27 de Fevereiro, é a generalização da educação obrigatória até ao décimo segundo ano. Na cerimónia de apresentação da moção estava muito mais do que meio governo, composto por socialistas mais à esquerda ou mais à direita, mas também por independentes. Nem nessa cerimónia, em que a educação ocupou plano de destaque, Maria de Lurdes Rodrigues apareceu. Por ser independente? Estavam lá ministros não filiados no PS e as áreas que representam nem sequer integram o lote das ideias fortes da moção do secretário-geral.

Maria de Lurdes Rodrigues sucumbiu. Paz à sua alma.

Pedro Coelho
(Jornalista da SIC)

sábado, 17 de janeiro de 2009

Hã?


Martim Borges de Freitas: "O CDS é a única alternativa ao Governo."

Passei o resto da manhã a rir.

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Fascinante!

A plebeia Manuela Ferreira Leite disse que só não vive num palácio porque não tem dinheiro para isso. Ó Dona Manelinha, isso diz-se aos portugueses, cada vez mais tesos que nem um carapau? Devia levar mais um tau-tau dos senhores do seu Partido (partido, não... partidíssimo).

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Como, D. José?


O Cardeal Patriarca José Policarpo, figura máxima em Portugal na hierarquia da Igreja Católica, avisou as jovens portuguesas para o “monte de sarilhos” que representava o seu casamento com um muçulmano. Como fui despertado com a notícia, ontem, de manhã cedo, ainda pensei que fosse o acto de despertar, confuso e estremunhado, que me tivesse feito imaginar o que facto não imaginei. Ainda assim, aguardei pelas notícias dos vários canais de televisão e parece que sim: D. José Policarpo fez mesmo esta afirmação que, para além de xenófoba e racista, nos faz recuar aos tempos de um tal Tomás Torquemada (1420-1498) que mandava grelhar quem era de religião diferente. Por isso, a não ser que José Policarpo venha esclarecer o meu espírito conturbado, estarei, a partir de agora, duplamente atento quando o ouvir falar.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Balada da Neve


Andou tudo a lixar-se para a crise nos primeiros dias do ano. Só pensavam era em neve, em desportos de Inverno, em escolas fechadas e na gaiatagem à solta nas ruas, entupidas por causa do tão desejado manto branco. Cá para mim, foi uma paranóia como outra qualquer. Deu para esquecer temporariamente a recessão mas, tal como fez o Governo de Sócrates, as promessas não passaram disso: “Ah, e tal, vai nevar! Amanhã, Montemor vai acordar todo branquinho.” Mas nada! Nadinha! Houve, sim, uma vaga de frio que assolou o país, com neve noutras paragens, e que veio provar, mais uma vez, o nosso grau de fragilidade perante alguns acontecimentos naturais sobre os quais não temos qualquer poder. Portugal está, portanto, à mercê de banqueiros corruptos, de alguns políticos sem escrúpulos e do buraco do ozono, uma trilogia que, bem conjugada, pode (e vai, decerto) afundar o resto que falta. E, contra isto, nada feito.
Amigas minhas (com alguma dificuldade em perceber que é preciso haver condições especiais e adequadas para a queda de neve, questão que eu fiz o favor de lhes explicar) foram colocar-se estrategicamente no alto da escadaria da Nossa Senhora da Visitação, armadas de esquis e trenós para que, assim que um tapete fofo e branco cobrisse a colina, pudessem lançar-se por ali, como se estivessem na Serra da Estrela. Pelintras é o que elas são. Depois iam dizer às amigas da Repartição:
“Fui à neve em Janeiro!”
“A sério? Foste para a Serra Nevada? Para os Alpes Suíços? Ou para a Serra da Estrela?”
“Não! Fui para a Colina da Nossa Senhora da Visitação, uma estância de Inverno que abriu recentemente, não muito longe daqui.”
Algumas, teimosas que nem uma carrada de lenha, ainda lá estão, por muito que os maridos lhes tenham dito que não vai nevar por cá. É caso para dizer: “Batem leve, levemente… muito mal da bola!”
Não, caros leitores, a minha fofa não fez, e nem fará, parte desse grupo de teimosas, arraçadas de esquimó.


A Foto é do dia 29 de Janeiro de 2006, da autoria da minha amiga Maria Joana Caeiro. E poupem.

Distraídos crónicos...

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