quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

Todos por Montemor, todos contra a crise


Os optimistas refrearam o falso entusiasmo que os movia. José Sócrates e seus Ministros, depois de terem vivido num país que jamais seria atacado pela crise, despertaram atrasados para a dura realidade que os portugueses já vinham a sentir nos seus bolsos e na sua qualidade de vida havia largos meses. Anunciaram, graves e pesarosos, 2009 como um ano difícil para o país e para a Europa. O que poderemos nós, então, perspectivar para Montemor, agora que se estão a acabar os subsídios da Comunidade para a chuva a mais, para a chuva a menos, para o granizo, para a BSE, para as acções de formação de empresas que se abotoaram com a massa, para as piscinas, para os jipes e para as férias de meia-dúzia de mânfios? O que se pode prever para Montemor, perante os novos e tão rigorosos condicionalismos económicos?
Se, até agora, muitos jovens recém-licenciados são obrigados a aceitar o primeiro emprego que lhes aparece, e quando aparece, daqui para frente a esperança de um trabalho certo e definitivo é cada vez menor; os poucos investimentos que têm sido feitos em unidades industriais e em pequenas empresas passarão a ser nulos, com algumas delas a fecharem as suas portas; o pequeno comércio está em risco de desaparecer definitivamente com as grandes superfícies a darem enormes machadadas sem dó nem piedade nas lojas de esquina; as fugas de jovens e menos jovens para outras zonas do país vão aumentar, a desertificação não deixará de ser uma dura realidade e a Câmara continuará impotente para resolver estas situações, com a Maioria e a Oposição a tentarem servir Montemor, mas cada uma para seu lado.
Há uma solução para combater a crise que já se instalou e que vai engrossar as listas de desemprego, aumentar o rol de casas entregues aos bancos e de carros devolvidos aos stands: a despartidarização dos executivos camarários. Só a verdadeira entrega, destituída de qualquer interesse propagandístico ou ideológico, de todas as forças partidárias à cidade e ao concelho, poderá ajudar a resolver muitos dos problemas, cujas soluções se adiam, por vezes, por questões de pormenores sem importância… ou só porque o Governo Central não é da cor que alguns gostariam ou precisariam que fosse. Só uma equipa coesa, formada pelos vários elementos das várias forças políticas, mas sem cores quando sentados à mesa da crise, poderá ajudar a minorar os estragos.
Trinta e quatro anos de guerrilhas partidárias, inócuas tantas vezes, em nome do concelho são mais do que suficientes. Queremos planos eficazes, venham eles de qualquer quadrante. Já não nos podemos dar ao luxo de recusar as ideias dos outros só porque não são da mesma ideologia partidária do que nós. Todos por Montemor, todos contra a crise. Para isso, caros políticos locais, é fundamental deixarem nas sedes dos respectivos partidos os vossos cartões de militantes. O concelho agradece e, assim, talvez o Ano Novo não seja tão mau como o pintam.

sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

Laika, 2000 - 2008


Após uma complicação pós-parto, que conduziu a uma inevitável intervenção cirúrgica, a Laika partiu durante a noite de hoje. Resta-nos a saudade e uma enorme colecção de memórias que a sua personalidade nos permitiu acumular e que ficaram perenes no património afectivo de toda a família.

domingo, 21 de dezembro de 2008

Bom 2009!!

Com tudo de tanga!!*

*Exceptuando os administradores e ex-administradores de Bancos, os ministros e ex-ministros dos vários Governos e ainda outras criaturas que, atempadamente, souberam fazer pela vidinha.

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

A Oeste nada de novo!


Tenho lido nos jornais locais as opiniões dos diversos partidos políticos com assento na Câmara Municipal. Até ao momento, nenhum me deslumbrou com ideias, alternativas inteligentes, propostas fascinantes e entusiastas para as autárquicas que se aproximam. Montemor continua à espera até que alguém possa marcar a diferença.
“Por que não te candidatas tu?”, perguntarão vocês, entre o simpático e o venenoso. “Porque não me apetece e porque de anedotas políticas andamos todos fartos.” Bom Natal para os meus 8 leitores (obrigado, Ricardo, por te associares a este pequeno grupo de gosto duvidoso). A gente vê-se por aí!

domingo, 14 de dezembro de 2008

Banda da Carlista conta história de Carlos Cebola


A Banda da Sociedade Carlista interpretou, hoje à tarde, um inédito concerto de Natal. Com base no conto O Flautim, da autoria de Carlos Cebola, os músicos, dirigidos pelo maestro Sérgio Frazão, e com a narração de Carla Rodrigues, ofereceram, principalmente às crianças, uma espectacular lição de música. Fazendo lembrar a estratégia didáctica de Prokofiev e do seu Pedro e o Lobo, o conto de C. Cebola é sobre um Flautim que caiu de amores por D. Batuta que não aceita a sua paixão. Incapaz de compreender essa atitude, o Flautim começou a desafinar, o que lhe valeu a expulsão da banda. Foi a voz sensata do velho Clarinete que trouxe à razão a D. Batuta que, cheia de espírito natalício, voltou a receber no seio dos restantes instrumentos o Flautim mal comportado. Para além de bons músicos, os elementos envolvidos mostraram ser também uns excelentes actores. Presente na sala, o autor da história, Carlos Cebola, viria a receber merecidos aplausos.
A tarde de música começou com a apresentação dos alunos da Escola de Música da Carlista que continua a cumprir, e bem, a sua missão: garantir o futuro da Filarmónica, formando músicos de forma atempada e com o rigor exigido. Os pequenos, e as pequenas, artistas executaram peças já com algum grau de dificuldade, enfrentando alguns deles, o público pela primeira vez. A Banda terminou com um pequeno concerto de repertório inteiramente novo, que fez justiça ao trabalho e ao empenho dos músicos, do seu maestro e da Direcção da Colectividade.
Muitos associados ficaram privados desta bela tarde de música. Porque quiseram. O salão Nobre da colectividade estava pouco mais de meio. A tarde estava fria e nem todos tiveram coragem para dar um saltinho à Carlista. Por vezes, há concertos no Verão e o resultado em termos de público não é muito diferente. Acho que a questão não tem a ver com a temperatura.

sábado, 13 de dezembro de 2008

ZERO

Se eu avaliasse a senhora ministra da Educação, poderia dar-lhe Excelente na sua prática lectiva, que não conheço mas que, com base no benefício da dúvida, respeito. Mas teria de dar-lhe zero em matéria de boa educação. Na minha opinião de simples professor de Inglês de uma escola secundária de província, acho que não se deve mentir ao país sobre os professores e sobre o seu trabalho. Não é educado denegrir o rigor e a seriedade com que muitos, acredito que a maior parte, têm colocado na sua profissão, ao serviço dos alunos, das escolas e das comunidades onde se encontram inseridos. Não é próprio de uma pessoa do seu nível mentir sobre o sistema de avaliação, dizendo, primeiro, que é perfeito e para aplicar, e, depois das manifestações e greves, assumir que está cheio de erros mas que é só para aplicar neste ano lectivo (outro absurdo que nem a senhora ministra entende). Acreditem que não sou o único a pensar que a senhora ministra tem uma má-vontade inata contra a classe dos professores, da qual ela faz parte, ainda que não pareça.
Ensinar significa transmitir conhecimento. Os meus melhores professores foram os que me transmitiram conhecimentos sem precisarem de cuidadosas planificações, de grelhas ou de avaliações injustas e castradoras. Foi com eles, com os melhores, que aprendi a ensinar. No entanto, a partir de agora, e a manter-se este modelo ministerial, receio não conseguir fazer com os meus alunos o que muitos professores fizeram comigo: ensinar com tempo, com disponibilidade, com paixão e prazer. Porquê? Porque há uma professora que defende um sistema de ensino que vai educar para a ausência de valores, para a violência e para a mediocridade, um sistema no qual os conhecimentos não contam, porque todos os alunos passam de ano para cumprir objectivos que nada têm a ver com o saber, o empenho, a assiduidade, o estudo e a excelência.
Lamento e fico profundamente embaraçado por ser obrigado a participar na formação de jovens que poderão vir a ser, se acreditarem no que o Estado lhes oferece, a vergonha deste país. Este Governo, que se proclama socialista, não percebe que os professores são a base que sustenta o futuro de qualquer estado livre e democrático. Sempre o foram. Ainda que haja excepções. Por isso, e apesar da excelente professora que possa ter sido (e que volte a ser, assim que se demitir do cargo que agora ocupa), peço-lhe desculpa, professora Maria de Lurdes Rodrigues, mas a senhora é uma colega que eu não gostaria de ter na minha escola.

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Crise? Rima com Frize!...


…com férias, com papo para o ar a apanhar o sol da serra no trombil! Cá estamos outra vez sem perceber como funciona o país. Depois de os últimos seis meses terem sido os piores da História da nossa Economia (facto não comprovado pelo nosso Primeiro, que parece viver noutro país), não devia haver milhares de portugueses a gozarem em pleno este período de final de ano em luxuosos hotéis e estâncias de Inverno, no país e no estrangeiro. Eu cá acho que são todos uma cambada de mentirosos. “Ah, isto está mau, não tenho que chegue para o carro, para a casa e para a comida do cão.” Tretas. Ou então, a provar-se a existência de tais dificuldades, o generoso Estado é muito bem capaz de ter dado uma ajudinha financeira a quem não tinha dinheiro para as férias. Se o Estado dá apoio a tantos maganões!... Pois é. Crise rima com muitas palavras, conceitos e… memórias. Crise até rima com Denise, uma moça simpática que conheci há três Invernos nos Alpes Austríacos, minha professora de esqui durante o dia, e de música tirolesa durante as longas noites que fui obrigado a passar naquele hotel. Acreditem: ela percebe mesmo de ski!

Compadres impossíveis

Os cartões de crédito já estão esgotados outra vez, estraçalhados que foram em prendinhas que não valem nada mas que servem para justificar o momento. Mas, ao contrário do que é hábito, a minha preocupação neste Natal é de outra ordem. Não tem a ver com prendas, nem com gastos, nem com as hipocrisias típicas desta época do ano. Prende-se com afectos e com fretes. Comecei a pensar no assunto, depois de a minha fofa me ter dito: “Espero que a nossa filha não caia de amores por aquele rapaz da camisola vermelha que vem cá muito a casa.” Eu, que estou a fazer um esforço para não me meter nesses assuntos, perguntei-lhe: “Mas, porquê? O que é que tem o rapaz?”. “O rapaz não tem nada. Mas não me apetece passar a Consoada e a noite de Ano Novo com o cromo do pai dele e com a lambisgóia da mãe, que tem um buço que impressiona o próprio Quim Barreiros.”
Vi que a minha fofa estava com a razão. Com o crescimento dos filhos, e o início dos seus relacionamentos com as suas eventuais caras-metades, devemos seriamente começar a pensar nos compadres que irão, a seu tempo, calhar-nos na rifa cá em casa, na Consoada e na Noite de Passagem de Ano. Para evitar esses males, fiz uma lista com os nomes das pessoas que eu NÃO quero ter como possíveis compadres. Chamei-lhe a Lista dos Compadres Impossíveis e já a passei aos meus filhos para, quando começarem um relacionamento sério, perguntarem primeiro se os pais e as mães dos felizardos fazem parte daquela lista… profilática.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Portugal vai entrar em recessão SÓ em 2009!







Manelinha de Neve e os Seis Anõezinhos


Seis meses de ditadura, disse a Dona Manelinha! Seis meses! Os mais novos até pensam que uma ditadura é assim uma espécie de castigo do tipo seis meses sem sair à noite, ou seis meses sem telemóvel, ou ainda seis meses sem computador… Mas não, miúdos. Ditadura é um outro tipo de castigo que nós NUNCA mais vamos querer no nosso país. Seis meses, disse a vigilante e inefável senhora? Seis anos, digo eu. Seis anos com um adesivo forte e anticorrosivo bem colado àqueles lábios pitorescos e inconsequentes para que estejam todo esse tempo sem pronunciar palavra. É que, assim, também não entra mosca. O absurdo do título – Manelinha de Neve e os Seis Anõezinhos – só é comparável ao absurdo em que se tornou o PSD e ao vazio inexplicável que aquela tão bem intencionada senhora representa para o seu partido e para o país. Contudo, deve ser boa a contar histórias aos netinhos.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Até já!


Hoje, dia 8, faleceu a minha velha professora de piano. Foi em 1976 que, pela primeira vez, entrei naquela porta na Rua dos Marmelos e subi até ao primeiro andar, com o coração ao pé da boca. Duas razões tinham provocado tal estado de cansaço: tinha vindo a correr desde casa e estava ansioso por começar a estudar com a conceituada professora Isabel Joaquina Nunes da Cruz. Mais do que professora e aluno, fomos amigos e confidentes, ambos estudantes das sete notas e dos desafios que elas, durante centenas de horas, nos colocaram. Acreditem que não é possível contar o número de crianças que com ela, em sua casa ou na escola, aprenderam a amar a arte dos sons. Algumas houve que fizeram dessa arte quase uma forma de vida. Obrigado, D. Isabel.

domingo, 7 de dezembro de 2008

Banda de Lavre acompanha Carlos Guilherme


No dia 6 de Dezembro, o Curvo Semedo encheu-se quase completamente para assistir a um acontecimento musical pouco comum: a actuação de um cantor lírico, profissional, acompanhado por uma banda filarmónica amadora. O espectáculo serviu para provar a quem, porventura, ainda tinha dúvidas, que os conceitos de profissional e de amador não são assim tão lineares.
Quem conhece o excelente trabalho da Banda Simão da Veiga, de Lavre, e do maestro Fernando Palacino, sabe que estas considerações não surgem por acaso. Se alguns dos espectadores não estivessem a par dos antecedentes da Banda, nenhum iria pensar estar na presença de músicos amadores. Carlos Guilherme, se me chegar a ler, vai ser, com certeza, desta opinião: se foi um privilégio para a Banda de Lavre acompanhar um nome grande da música portuguesa, tenor residente do Teatro de São Carlos, participante em dezenas de óperas um pouco por todo o mundo, também este se sentiu privilegiado, e notou-se durante todo o espectáculo, ter sido acompanhado por tão talentoso grupo. Amadorismo? Não se deu por ele. Pelo contrário, seria uma nota de honestidade e de respeito pelo público, se muitos profissionais tocassem com o mesmo rigor um programa assim tão exigente, que nos permitiu ouvir Nessun Dorma, da ópera Turandot de Puccinni, Il Brindisi, da Traviata de Verdi, e vários números de música ligeira portuguesa. Por isso, se Carlos Guilherme, com uma simplicidade, própria dos grandes homens, agradeceu o “acompanhamento”, teve boas razões para isso.
Em conclusão, três factores que tornaram esta noite memorável: o insistente apoio da Câmara Municipal a instituições do concelho, integrando-as nos diversos Ciclos culturais que se vão promovendo ao longo do ano; o casamento irrepreensível da voz de Carlos Guilherme com o conjunto dos instrumentos da Banda e a sua total empatia com os músicos e com o público; e o facto de umas boas centenas de pessoas terem, definitivamente, ficado cativadas pela música clássica e pelo canto lírico. Como se comentava nesse serão, nos corredores do Curvo Semedo: “Se o Carlos Guilherme canta e se a Banda de Lavre toca, é porque vale a pena.”
Eu cá também acho.
(Agradeço a foto ao Manuel Roque, que fez a reportagem fotográfica ao serviço da Câmara Municipal de Montemor-o-Novo)

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Por uma causa (autor: Pedro Coelho)


Com a devida autorização do autor, transcrevo o texto publicado na SIC online:

2008 foi um ano de susto. Percebemos todos o que significa realmente a globalização e o efeito dominó da cadeia de desgraças que um sistema global provoca. Ouvimos falar de crise em Setembro e, em Dezembro, o mundo inteiro viu-se plenamente contaminado pelos efeitos dessa hecatombe do sistema financeiro americano. Este quadro, de tão imponente, limita-nos, a tal ponto que, muitos de nós, vamos ficando paralisados, incapazes de reagir, sequer, ao que as crises também têm de bom; porque também servem para desafiar a nossa capacidade de mudança, apelam à nossa imaginação para criarmos, nas cinzas do tempo, outro tempo. A crise financeira promove a hibernação colectiva, e, todos os que despertarem, terão sucesso.
Dificilmente poderíamos encontrar no país classe profissional mais espezinhada, pela sociedade em geral e pelo poder político em particular, do que a dos professores. Ainda assim reagiram, conquistando, primeiro, a sociedade e fragilizando o poder político depois.
Os professores mostraram à saciedade que o autoritarismo é a arma dos fracos e que, em democracia, a política autista enleia nas redes da desgraça quem insiste em decidir fechado sobre si próprio.
Este ministério da educação lembra-me uma conferência do arquitecto Tomás Taveira a que assisti em 1985, no auge da crítica à arquitectura arrojada das Amoreiras. Soube nesse dia que os 3 edifícios eram, na cabeça do arquitecto, uma dama protegida por dois cavaleiros; mas soube, igualmente, que o arquitecto esteve sempre surdo à crítica. Fechou a conferência com uma frase que jamais esquecerei: “Não são as Amoreiras que estão mal na cidade, a cidade é que está toda mal, revelando-se incapaz de acolher as Amoreiras”.
Lendo os pensamentos da ministra da educação sinto ouvi-la dizer: “Não é o processo de avaliação que está errado, o que falha são os professores”.
A comparação falha num único pormenor: tornámo-nos, todos, indiferentes às Amoreiras, mas, infelizmente, pais, filhos, professores, escolas não conseguiremos, nem agora nem depois, ficar indiferentes aos efeitos negativos, e em cascata, de uma política errada.
Quando uma classe inteira, de todas as cores políticas, não concorda com uma determinada medida, quem a quer aplicar, ainda que pelas melhores razões, não o poderá fazer… e nem deve pensar, sob pena de apenas alimentar o autismo, que os professores são figuras amorfas que se deixam moldar pelos sindicatos.
2008 ficará marcado, pela positiva, por essa associação colectiva de toda uma classe à volta de uma causa.
E precisamos tanto de acreditar, e de lutarmos por aquilo em que acreditamos!

Pedro Coelho

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