quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

Todos por Montemor, todos contra a crise


Os optimistas refrearam o falso entusiasmo que os movia. José Sócrates e seus Ministros, depois de terem vivido num país que jamais seria atacado pela crise, despertaram atrasados para a dura realidade que os portugueses já vinham a sentir nos seus bolsos e na sua qualidade de vida havia largos meses. Anunciaram, graves e pesarosos, 2009 como um ano difícil para o país e para a Europa. O que poderemos nós, então, perspectivar para Montemor, agora que se estão a acabar os subsídios da Comunidade para a chuva a mais, para a chuva a menos, para o granizo, para a BSE, para as acções de formação de empresas que se abotoaram com a massa, para as piscinas, para os jipes e para as férias de meia-dúzia de mânfios? O que se pode prever para Montemor, perante os novos e tão rigorosos condicionalismos económicos?
Se, até agora, muitos jovens recém-licenciados são obrigados a aceitar o primeiro emprego que lhes aparece, e quando aparece, daqui para frente a esperança de um trabalho certo e definitivo é cada vez menor; os poucos investimentos que têm sido feitos em unidades industriais e em pequenas empresas passarão a ser nulos, com algumas delas a fecharem as suas portas; o pequeno comércio está em risco de desaparecer definitivamente com as grandes superfícies a darem enormes machadadas sem dó nem piedade nas lojas de esquina; as fugas de jovens e menos jovens para outras zonas do país vão aumentar, a desertificação não deixará de ser uma dura realidade e a Câmara continuará impotente para resolver estas situações, com a Maioria e a Oposição a tentarem servir Montemor, mas cada uma para seu lado.
Há uma solução para combater a crise que já se instalou e que vai engrossar as listas de desemprego, aumentar o rol de casas entregues aos bancos e de carros devolvidos aos stands: a despartidarização dos executivos camarários. Só a verdadeira entrega, destituída de qualquer interesse propagandístico ou ideológico, de todas as forças partidárias à cidade e ao concelho, poderá ajudar a resolver muitos dos problemas, cujas soluções se adiam, por vezes, por questões de pormenores sem importância… ou só porque o Governo Central não é da cor que alguns gostariam ou precisariam que fosse. Só uma equipa coesa, formada pelos vários elementos das várias forças políticas, mas sem cores quando sentados à mesa da crise, poderá ajudar a minorar os estragos.
Trinta e quatro anos de guerrilhas partidárias, inócuas tantas vezes, em nome do concelho são mais do que suficientes. Queremos planos eficazes, venham eles de qualquer quadrante. Já não nos podemos dar ao luxo de recusar as ideias dos outros só porque não são da mesma ideologia partidária do que nós. Todos por Montemor, todos contra a crise. Para isso, caros políticos locais, é fundamental deixarem nas sedes dos respectivos partidos os vossos cartões de militantes. O concelho agradece e, assim, talvez o Ano Novo não seja tão mau como o pintam.

sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

Laika, 2000 - 2008


Após uma complicação pós-parto, que conduziu a uma inevitável intervenção cirúrgica, a Laika partiu durante a noite de hoje. Resta-nos a saudade e uma enorme colecção de memórias que a sua personalidade nos permitiu acumular e que ficaram perenes no património afectivo de toda a família.

domingo, 21 de dezembro de 2008

Bom 2009!!

Com tudo de tanga!!*

*Exceptuando os administradores e ex-administradores de Bancos, os ministros e ex-ministros dos vários Governos e ainda outras criaturas que, atempadamente, souberam fazer pela vidinha.

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

A Oeste nada de novo!


Tenho lido nos jornais locais as opiniões dos diversos partidos políticos com assento na Câmara Municipal. Até ao momento, nenhum me deslumbrou com ideias, alternativas inteligentes, propostas fascinantes e entusiastas para as autárquicas que se aproximam. Montemor continua à espera até que alguém possa marcar a diferença.
“Por que não te candidatas tu?”, perguntarão vocês, entre o simpático e o venenoso. “Porque não me apetece e porque de anedotas políticas andamos todos fartos.” Bom Natal para os meus 8 leitores (obrigado, Ricardo, por te associares a este pequeno grupo de gosto duvidoso). A gente vê-se por aí!

domingo, 14 de dezembro de 2008

Banda da Carlista conta história de Carlos Cebola


A Banda da Sociedade Carlista interpretou, hoje à tarde, um inédito concerto de Natal. Com base no conto O Flautim, da autoria de Carlos Cebola, os músicos, dirigidos pelo maestro Sérgio Frazão, e com a narração de Carla Rodrigues, ofereceram, principalmente às crianças, uma espectacular lição de música. Fazendo lembrar a estratégia didáctica de Prokofiev e do seu Pedro e o Lobo, o conto de C. Cebola é sobre um Flautim que caiu de amores por D. Batuta que não aceita a sua paixão. Incapaz de compreender essa atitude, o Flautim começou a desafinar, o que lhe valeu a expulsão da banda. Foi a voz sensata do velho Clarinete que trouxe à razão a D. Batuta que, cheia de espírito natalício, voltou a receber no seio dos restantes instrumentos o Flautim mal comportado. Para além de bons músicos, os elementos envolvidos mostraram ser também uns excelentes actores. Presente na sala, o autor da história, Carlos Cebola, viria a receber merecidos aplausos.
A tarde de música começou com a apresentação dos alunos da Escola de Música da Carlista que continua a cumprir, e bem, a sua missão: garantir o futuro da Filarmónica, formando músicos de forma atempada e com o rigor exigido. Os pequenos, e as pequenas, artistas executaram peças já com algum grau de dificuldade, enfrentando alguns deles, o público pela primeira vez. A Banda terminou com um pequeno concerto de repertório inteiramente novo, que fez justiça ao trabalho e ao empenho dos músicos, do seu maestro e da Direcção da Colectividade.
Muitos associados ficaram privados desta bela tarde de música. Porque quiseram. O salão Nobre da colectividade estava pouco mais de meio. A tarde estava fria e nem todos tiveram coragem para dar um saltinho à Carlista. Por vezes, há concertos no Verão e o resultado em termos de público não é muito diferente. Acho que a questão não tem a ver com a temperatura.

sábado, 13 de dezembro de 2008

ZERO

Se eu avaliasse a senhora ministra da Educação, poderia dar-lhe Excelente na sua prática lectiva, que não conheço mas que, com base no benefício da dúvida, respeito. Mas teria de dar-lhe zero em matéria de boa educação. Na minha opinião de simples professor de Inglês de uma escola secundária de província, acho que não se deve mentir ao país sobre os professores e sobre o seu trabalho. Não é educado denegrir o rigor e a seriedade com que muitos, acredito que a maior parte, têm colocado na sua profissão, ao serviço dos alunos, das escolas e das comunidades onde se encontram inseridos. Não é próprio de uma pessoa do seu nível mentir sobre o sistema de avaliação, dizendo, primeiro, que é perfeito e para aplicar, e, depois das manifestações e greves, assumir que está cheio de erros mas que é só para aplicar neste ano lectivo (outro absurdo que nem a senhora ministra entende). Acreditem que não sou o único a pensar que a senhora ministra tem uma má-vontade inata contra a classe dos professores, da qual ela faz parte, ainda que não pareça.
Ensinar significa transmitir conhecimento. Os meus melhores professores foram os que me transmitiram conhecimentos sem precisarem de cuidadosas planificações, de grelhas ou de avaliações injustas e castradoras. Foi com eles, com os melhores, que aprendi a ensinar. No entanto, a partir de agora, e a manter-se este modelo ministerial, receio não conseguir fazer com os meus alunos o que muitos professores fizeram comigo: ensinar com tempo, com disponibilidade, com paixão e prazer. Porquê? Porque há uma professora que defende um sistema de ensino que vai educar para a ausência de valores, para a violência e para a mediocridade, um sistema no qual os conhecimentos não contam, porque todos os alunos passam de ano para cumprir objectivos que nada têm a ver com o saber, o empenho, a assiduidade, o estudo e a excelência.
Lamento e fico profundamente embaraçado por ser obrigado a participar na formação de jovens que poderão vir a ser, se acreditarem no que o Estado lhes oferece, a vergonha deste país. Este Governo, que se proclama socialista, não percebe que os professores são a base que sustenta o futuro de qualquer estado livre e democrático. Sempre o foram. Ainda que haja excepções. Por isso, e apesar da excelente professora que possa ter sido (e que volte a ser, assim que se demitir do cargo que agora ocupa), peço-lhe desculpa, professora Maria de Lurdes Rodrigues, mas a senhora é uma colega que eu não gostaria de ter na minha escola.

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Crise? Rima com Frize!...


…com férias, com papo para o ar a apanhar o sol da serra no trombil! Cá estamos outra vez sem perceber como funciona o país. Depois de os últimos seis meses terem sido os piores da História da nossa Economia (facto não comprovado pelo nosso Primeiro, que parece viver noutro país), não devia haver milhares de portugueses a gozarem em pleno este período de final de ano em luxuosos hotéis e estâncias de Inverno, no país e no estrangeiro. Eu cá acho que são todos uma cambada de mentirosos. “Ah, isto está mau, não tenho que chegue para o carro, para a casa e para a comida do cão.” Tretas. Ou então, a provar-se a existência de tais dificuldades, o generoso Estado é muito bem capaz de ter dado uma ajudinha financeira a quem não tinha dinheiro para as férias. Se o Estado dá apoio a tantos maganões!... Pois é. Crise rima com muitas palavras, conceitos e… memórias. Crise até rima com Denise, uma moça simpática que conheci há três Invernos nos Alpes Austríacos, minha professora de esqui durante o dia, e de música tirolesa durante as longas noites que fui obrigado a passar naquele hotel. Acreditem: ela percebe mesmo de ski!

Compadres impossíveis

Os cartões de crédito já estão esgotados outra vez, estraçalhados que foram em prendinhas que não valem nada mas que servem para justificar o momento. Mas, ao contrário do que é hábito, a minha preocupação neste Natal é de outra ordem. Não tem a ver com prendas, nem com gastos, nem com as hipocrisias típicas desta época do ano. Prende-se com afectos e com fretes. Comecei a pensar no assunto, depois de a minha fofa me ter dito: “Espero que a nossa filha não caia de amores por aquele rapaz da camisola vermelha que vem cá muito a casa.” Eu, que estou a fazer um esforço para não me meter nesses assuntos, perguntei-lhe: “Mas, porquê? O que é que tem o rapaz?”. “O rapaz não tem nada. Mas não me apetece passar a Consoada e a noite de Ano Novo com o cromo do pai dele e com a lambisgóia da mãe, que tem um buço que impressiona o próprio Quim Barreiros.”
Vi que a minha fofa estava com a razão. Com o crescimento dos filhos, e o início dos seus relacionamentos com as suas eventuais caras-metades, devemos seriamente começar a pensar nos compadres que irão, a seu tempo, calhar-nos na rifa cá em casa, na Consoada e na Noite de Passagem de Ano. Para evitar esses males, fiz uma lista com os nomes das pessoas que eu NÃO quero ter como possíveis compadres. Chamei-lhe a Lista dos Compadres Impossíveis e já a passei aos meus filhos para, quando começarem um relacionamento sério, perguntarem primeiro se os pais e as mães dos felizardos fazem parte daquela lista… profilática.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Portugal vai entrar em recessão SÓ em 2009!







Manelinha de Neve e os Seis Anõezinhos


Seis meses de ditadura, disse a Dona Manelinha! Seis meses! Os mais novos até pensam que uma ditadura é assim uma espécie de castigo do tipo seis meses sem sair à noite, ou seis meses sem telemóvel, ou ainda seis meses sem computador… Mas não, miúdos. Ditadura é um outro tipo de castigo que nós NUNCA mais vamos querer no nosso país. Seis meses, disse a vigilante e inefável senhora? Seis anos, digo eu. Seis anos com um adesivo forte e anticorrosivo bem colado àqueles lábios pitorescos e inconsequentes para que estejam todo esse tempo sem pronunciar palavra. É que, assim, também não entra mosca. O absurdo do título – Manelinha de Neve e os Seis Anõezinhos – só é comparável ao absurdo em que se tornou o PSD e ao vazio inexplicável que aquela tão bem intencionada senhora representa para o seu partido e para o país. Contudo, deve ser boa a contar histórias aos netinhos.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Até já!


Hoje, dia 8, faleceu a minha velha professora de piano. Foi em 1976 que, pela primeira vez, entrei naquela porta na Rua dos Marmelos e subi até ao primeiro andar, com o coração ao pé da boca. Duas razões tinham provocado tal estado de cansaço: tinha vindo a correr desde casa e estava ansioso por começar a estudar com a conceituada professora Isabel Joaquina Nunes da Cruz. Mais do que professora e aluno, fomos amigos e confidentes, ambos estudantes das sete notas e dos desafios que elas, durante centenas de horas, nos colocaram. Acreditem que não é possível contar o número de crianças que com ela, em sua casa ou na escola, aprenderam a amar a arte dos sons. Algumas houve que fizeram dessa arte quase uma forma de vida. Obrigado, D. Isabel.

domingo, 7 de dezembro de 2008

Banda de Lavre acompanha Carlos Guilherme


No dia 6 de Dezembro, o Curvo Semedo encheu-se quase completamente para assistir a um acontecimento musical pouco comum: a actuação de um cantor lírico, profissional, acompanhado por uma banda filarmónica amadora. O espectáculo serviu para provar a quem, porventura, ainda tinha dúvidas, que os conceitos de profissional e de amador não são assim tão lineares.
Quem conhece o excelente trabalho da Banda Simão da Veiga, de Lavre, e do maestro Fernando Palacino, sabe que estas considerações não surgem por acaso. Se alguns dos espectadores não estivessem a par dos antecedentes da Banda, nenhum iria pensar estar na presença de músicos amadores. Carlos Guilherme, se me chegar a ler, vai ser, com certeza, desta opinião: se foi um privilégio para a Banda de Lavre acompanhar um nome grande da música portuguesa, tenor residente do Teatro de São Carlos, participante em dezenas de óperas um pouco por todo o mundo, também este se sentiu privilegiado, e notou-se durante todo o espectáculo, ter sido acompanhado por tão talentoso grupo. Amadorismo? Não se deu por ele. Pelo contrário, seria uma nota de honestidade e de respeito pelo público, se muitos profissionais tocassem com o mesmo rigor um programa assim tão exigente, que nos permitiu ouvir Nessun Dorma, da ópera Turandot de Puccinni, Il Brindisi, da Traviata de Verdi, e vários números de música ligeira portuguesa. Por isso, se Carlos Guilherme, com uma simplicidade, própria dos grandes homens, agradeceu o “acompanhamento”, teve boas razões para isso.
Em conclusão, três factores que tornaram esta noite memorável: o insistente apoio da Câmara Municipal a instituições do concelho, integrando-as nos diversos Ciclos culturais que se vão promovendo ao longo do ano; o casamento irrepreensível da voz de Carlos Guilherme com o conjunto dos instrumentos da Banda e a sua total empatia com os músicos e com o público; e o facto de umas boas centenas de pessoas terem, definitivamente, ficado cativadas pela música clássica e pelo canto lírico. Como se comentava nesse serão, nos corredores do Curvo Semedo: “Se o Carlos Guilherme canta e se a Banda de Lavre toca, é porque vale a pena.”
Eu cá também acho.
(Agradeço a foto ao Manuel Roque, que fez a reportagem fotográfica ao serviço da Câmara Municipal de Montemor-o-Novo)

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Por uma causa (autor: Pedro Coelho)


Com a devida autorização do autor, transcrevo o texto publicado na SIC online:

2008 foi um ano de susto. Percebemos todos o que significa realmente a globalização e o efeito dominó da cadeia de desgraças que um sistema global provoca. Ouvimos falar de crise em Setembro e, em Dezembro, o mundo inteiro viu-se plenamente contaminado pelos efeitos dessa hecatombe do sistema financeiro americano. Este quadro, de tão imponente, limita-nos, a tal ponto que, muitos de nós, vamos ficando paralisados, incapazes de reagir, sequer, ao que as crises também têm de bom; porque também servem para desafiar a nossa capacidade de mudança, apelam à nossa imaginação para criarmos, nas cinzas do tempo, outro tempo. A crise financeira promove a hibernação colectiva, e, todos os que despertarem, terão sucesso.
Dificilmente poderíamos encontrar no país classe profissional mais espezinhada, pela sociedade em geral e pelo poder político em particular, do que a dos professores. Ainda assim reagiram, conquistando, primeiro, a sociedade e fragilizando o poder político depois.
Os professores mostraram à saciedade que o autoritarismo é a arma dos fracos e que, em democracia, a política autista enleia nas redes da desgraça quem insiste em decidir fechado sobre si próprio.
Este ministério da educação lembra-me uma conferência do arquitecto Tomás Taveira a que assisti em 1985, no auge da crítica à arquitectura arrojada das Amoreiras. Soube nesse dia que os 3 edifícios eram, na cabeça do arquitecto, uma dama protegida por dois cavaleiros; mas soube, igualmente, que o arquitecto esteve sempre surdo à crítica. Fechou a conferência com uma frase que jamais esquecerei: “Não são as Amoreiras que estão mal na cidade, a cidade é que está toda mal, revelando-se incapaz de acolher as Amoreiras”.
Lendo os pensamentos da ministra da educação sinto ouvi-la dizer: “Não é o processo de avaliação que está errado, o que falha são os professores”.
A comparação falha num único pormenor: tornámo-nos, todos, indiferentes às Amoreiras, mas, infelizmente, pais, filhos, professores, escolas não conseguiremos, nem agora nem depois, ficar indiferentes aos efeitos negativos, e em cascata, de uma política errada.
Quando uma classe inteira, de todas as cores políticas, não concorda com uma determinada medida, quem a quer aplicar, ainda que pelas melhores razões, não o poderá fazer… e nem deve pensar, sob pena de apenas alimentar o autismo, que os professores são figuras amorfas que se deixam moldar pelos sindicatos.
2008 ficará marcado, pela positiva, por essa associação colectiva de toda uma classe à volta de uma causa.
E precisamos tanto de acreditar, e de lutarmos por aquilo em que acreditamos!

Pedro Coelho

domingo, 30 de novembro de 2008

Eu faço greve...


...porque gosto de ser PROFESSOR!

Sobre a crise na Educação, Santana Castilho escreveu...

"Os professores não devem ter medo das ameaças. É complicada a situação que se criou? Sócrates está numa encruzilhada? Pois que se saia dela sem que os professores lhe abram o trilho da retirada. A execução deste modelo de avaliação do desempenho tem que ser suspensa e o nado enterrado. (...) Não pode haver segunda oportunidade. Capitula quem perdeu. Não capitula quem ganhou."

Nada a acrescentar.

domingo, 23 de novembro de 2008

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

A novidade do dia!

"O processo de avaliação dos professores não era razoável (...) Continha erros." - Maria de Lurdes Rodrigues, Ministra da Educação, RTP 1, 19/11/08.
Parece que a senhora ministra foi a última pessoa deste país a reparar em tais factos. Terá a senhora ministra lido o decreto-lei na íntegra, antes de ele ter sido aprovado na reunião de Conselho de Ministros de 25/10/2007? Eu cá acho que não.

terça-feira, 18 de novembro de 2008

Despacho passa atestado de burrice a 130.000 professores deste país

Sem se saber bem porquê, a ministra da Educação emitiu um despacho, a entrar em vigor ontem, dia 17 de Novembro, com o objectivo de esclarecer um dos pontos do novo Estatuto do Aluno, interpretado erradamente por 130 mil professores. Somos todos muuuita burros!!! Obrigado, senhora ministra, pelo seu pronto e desinteressado esclarecimento.

sábado, 15 de novembro de 2008

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Expliquem-me

Estou confuso. Cada vez mais confuso. Onde estão os milhões de euros que os tipos do BPN fizeram desaparecer?
Então estes espertalhões trabalham à margem da lei e o Governo vai ajudá-los? E, ainda por cima, já falam em indemnizações aos gestores? Mas que raio de país é este? Onde é que o Governo está com a cabeça? Por que vai o Estado nacionalizar o banco? Não foi este tipo de decisões motivo de enormes chatices no pós-25 de Abril? Teria o primeiro-ministro pensado que ia haver uma (outra) revolução, e começou já a adiantar-se para poupar tempo? E onde vai ele buscar o dinheiro para dar ao BPN? Ao mesmo sítio onde foi buscar o dinheiro que pagou as investigações malparadas de casos graves neste país e que não deram em nada: ao meu bolso de cidadão cumpridor dos meus deveres fiscais. O Governador do Banco de Portugal continua no cargo? Que estranho! O Ministro das Finanças continua no cargo? Que estranho! Ou talvez não. Afinal é a mesma estranheza que me invadiu quando se candidataram às autárquicas alguns cidadãos a contas com a justiça portuguesa, assim tipo Fátima, Isaltino, Loureiro, Ferreira Torres & Companhia. Não há vergonha e perdeu-se o sentido de decência. Portugal está a tornar-se um país cada vez mais mal frequentado e já merecia uma limpeza como deve ser. O senhor Cadilhe abria o desfile, acenando ao povo com o seu módico salário anual de 700 mil euros.
Afinal, os Estados Unidos não são a terra de todas as oportunidades. Esse país é Portugal. Yesssss!!

"I have a dream"

Quando, em 1963, Martin Luther King pronunciou, junto do monumento ao Presidente anti-esclavagista Abraham Lincoln, o seu célebre discurso de libertação, não imaginava que, menos de meio século depois, um negro seria eleito para o mais alto cargo da nação americana. Não sabemos se a mudança vai ser para melhor. Sabemos que vai haver mudança. Um homem com 47 anos, negro e inteligente, não poderá ter o mesmo comportamento que um homem de 62 anos, branco e bronco. A eleição de Barack Obama representa, na sua mais profunda essência, a reconciliação do povo americano com o lado mais condenável do seu passado – um passado esclavagista, racista, incumpridor das verdades democráticas e igualitárias escritas na Constituição Americana, redigida e assinada por figuras ilustres, em Filadélfia, no ano de 1787.
King teve o sonho que Obama acaba de corporizar. Dizia o líder dos movimentos para os direitos dos negros, escutado por milhares de pessoas: “Tenho um sonho, profundamente enraizado no sonho americano: que esta nação ainda vai erguer-se e viver o verdadeiro significado dos seus princípios, e que os filhos dos antigos escravos e os filhos dos antigos proprietários de escravos possam sentar-se juntos à mesa da fraternidade.” Que Obama use a sua inteligência e a força e legitimidade que lhe deu o povo americano para transformar num mundo realmente melhor o terrível pesadelo em que se tornou a terra de todas as oportunidades. Para isso, vai ser preciso contrariar as loucuras e os actos de estupidez e totalitarismo protagonizados por uma série de presidentes depois de John Kennedy, concretizados sobretudo na ingerência arrogante nos assuntos internos de outros países onde os interesses económicos americanos estejam em causa. Não vai ser fácil, Obama. Nada fácil. Um tal Jesus Cristo quis mudar a História (e mudou) mas as coisas não acabaram em beijos e abraços.
A América acabou de fazer o que Portugal ou qualquer outro país desta Europa branca e civilizada não faria: eleger um candidato negro para gerir a nação. Estou a imaginar a questão aqui mais a nível local: como seria, se houvesse um candidato às próximas autárquicas com ideias, carisma e bom senso, mas… de uma cor diferente, não de partido… mas de pele? Não fiquemos aflitinhos, caros leitores, porque não vamos ter de passar por essa experiência inédita e desafiadora.

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Alberto João dixit

Na Madeira não vai haver avaliação de professores.
Parece que, afinal, a Madeira é MESMO um país à parte. Como vai reagir a senhora ministra? Não houve greves, nem manifestações. Não vão ser avaliados e pronto.
Quero ir para a Madeira. Ou, então, quero o Alberto João como Governador do Alto Alentejo.

XIV Concerto de Outono

No passado dia 8, o Coral de São Domingos, de Montemor-o-Novo, recebeu o Coro Renascer Chiado, sob a direcção de Cornélio Vianey da Cruz, para participar no XIV Concerto de Outono. O espectáculo teve lugar na Igreja da Misericórdia da nossa cidade e contou com os aplausos entusiastas de numeroso público. Depois do recital, os elementos de ambos os grupos voltaram a encontrar-se, desta vez, à mesa, onde puderam apreciar os sabores de Outono que vêm sempre a calhar depois de um fim de tarde de boa música. Esteve presente o maestro e compositor timorense Simão Barreto, autor do repertório interpretado pelo coro convidado.

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Sinto-me burro

Pela segunda vez neste ano, os professores, classe à qual me orgulho (ainda) de pertencer, manifestaram-se em Lisboa, não contra a avaliação mas contra o processo ineficaz com que é levada a cabo. Não é fácil explicar a quem não é professor o enleio absurdo e desnecessário em que nos encontramos envolvidos. E, pelos visto, também não está a ser fácil fazer a senhora ministra compreender tal questão. Dois meses de aulas e o sentimento de desalento começa já a perpassar para os nossos alunos, que não têm culpa das directivas ministeriais mas que são os principais prejudicados com toda esta confusão.
Sinto-me burro, porque não sei onde falhei. Sinto-me burro, porque não entendo os motivos que levam a senhora ministra a querer teimosamente manter este processo que já começou a dar provas evidentes da sua ineficiência. Porque me sinto burro, quero ser avaliado o mais depressa possível. Mas não desta forma. Quero ser avaliado de forma honesta e válida. Sinto-me burro, mas não sou estúpido. E a carga? Essa é cada vez mais pesada!

sábado, 8 de novembro de 2008

Será que a senhora ministra vai perceber desta vez?

Milhares de professores vão estar hoje em Lisboa para, mais uma vez, dizer não a uma política educativa sem sentido, prejudicial sobretudo para os alunos, que acabam por sofrer as consequências destes abusos de poder ministeriais.
Não vou desfilar com os meus colegas, porque outros valores me vão prender aqui em Montemor. Mas, como me disse o Zé: "Vais lá estar em espírito!". E vou. Nunca me senti tão maltratado por políticos a quem ajudei a conquistar o poder.
Obrigado à senhora dra. Manuela Ferreira Leite, ao senhor dr. Paulo Portas, ao senhor dr. Louçã, ao senhor Jerónimo de Sousa, pelo apoio manifestado. Foi preciso nós espernearmos durante meses para essas iluminárias compreenderem o buraco em que o governo meteu os professores. Agradeço a atenção mas, para mim, como se diz cá na terra, "vieram tarde com a venda!"
Votos de um desfile sem precedentes e de um dia cheio de sol para evitar eventuais desmobilizações.

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

A malta anda mesmo tãtã!


Apeteceu-me ser o meu 3.000 .º visitante. Para não dar o privilégio a um qualquer.

E vós, leitores incautos, continuais a perder o vosso precioso tempo. Até logo.

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

I have a dream!

A História encarregou-se, mais uma vez, de mostrar as suas ironias. Obama é o Presidente dos Estados Unidos. Cumpriu-se o Sonho Americano? Não sei. Mas há sinais de mudança. Luther King já pode repousar em paz.

http://br.youtube.com/watch?v=PbUtL_0vAJk

terça-feira, 4 de novembro de 2008



O nojo invade-me as narinas. O asco atola-me a garganta. O vómito revolve-me o estômago. O BPN aí está, a abrir a fila de muitos outros casos que ainda verão a luz do dia. A crise obriga à queda das máscaras e à visibilidade dos que andam verdadeiramente a lixar o país.
Ah! É verdade: não se prende ninguém? Claro que não! Lá teria de haver eleições antecipadas.

domingo, 12 de outubro de 2008

Peça única


Chamam ao Verão a silly season – a estação idiota. A minha fofa não percebia porquê. Expliquei-lhe: “É o período em que se pode encontrar nas discotecas e bares do Algarve mais de quatro idiotas por metro quadrado.” Não ficando satisfeita perguntou, venenosa: “Mas, então, essa silly season não se prolonga por doze meses, todos os anos?” Esta frase inspiradora fez-me apetecer dizer o muito que me vai na alma, embora, como já tenho referido, comece a ter algum receio de ser honesto, porque cada vez mais os honestos são perseguidos pela lei. Os meus seis leitores (oito, com a minha mãe e a minha fofa) pensam que, por eu ter lido umas coisas na infância, tenho opinião sobre tudo o que vai acontecendo na terra e no país. Mas não tenho. Acreditem que não. Aliás, o país é coisa que já não me interessa. Ora, façam-me lá perguntas:
Qual é a tua opinião sobre as dietas contra a obesidade?
– Estou-me a borrifar.
E sobre o aumento dos juros dos empréstimos?
-Quero lá saber!
E sobre o aumento dos combustíveis?
-É-me indiferente.
E sobre o casamento entre homossexuais?
– Nem contra nem a favor.
E sobre a subida do custo de vida?
- Estou-me nas tintas.
E sobre a independência da madeira?
– Isso é com o bicho.
Passemos a assuntos sérios: o senhor Presidente do Conselho pensa que resolve os problemas do ensino atafulhando as escolas da Nação com computadores e Internet de Banda Larga.
- Se pensa, deixá-lo pensar, coitado, não se lhe roube estes momentos de felicidade.
O Ministro da Saúde pensa que, se forem os farmacêuticos a aplicarem as vacinas contra a gripe, vai contribuir para a alegria e alívio dos enfermeiros.
- Não tenho nada a ver com isso. Não sou enfermeiro… nem farmacêutico.
Os alunos que entram agora para a Universidade não sabem ler nem escrever.
- É verdade. Mas para quê? Algum quer ser escritor? E quem é que escreve cartas hoje em dia?
Os Cursos das Novas Oportunidades são o maior embuste educativo e pedagógico de que há memória na História da Educação em Portugal, antes e depois das reformas do Marquês de Pombal.
- Se vocês o dizem… Mas não é a única farsa com a qual pactuamos com ar de crentes. Há outras e igualmente muito graves.
E a avaliação dos professores?
-Para mim, é igual ao litro. Só reconheço competência de avaliador na minha fofa, que tem estudos para isso, e que, após vários momentos de testes e observação das minhas práticas, me tem atribuído as mais elevadas classificações.

Meus amigos: para quê andarmos preocupados com estes problemas todos, se não fomos nós que os criámos? E o que ganhamos com tanta preocupação? Ficamos tensos, nervosos, deprimidos, ansiosos, insones, arranjamos inimigos no Governo e ficamos cheios de mau humor. Os verdadeiros responsáveis é que deviam andar assim e… não andam. Nem tutano têm para sentir um estremeção pela espinha acima. Nem os do PS nem os do PSD, que não passam de uns verdadeiros nhós (adjectivo que utilizo quando não encontro nenhum realmente adequado aos classificados). E porquê? Porque nem uns nem outros souberam dar sequência aos sonhos de Abril. Foram (e são) todos a mesma tropa que, comendo alternadamente da mesma gamela, trouxeram a este país a desilusão, a infertilidade de ideias e de projectos e fizeram desta terra a anedota da Europa. Muito aqui para nós, que ninguém lê estas baboseiras, se os militares que fizeram o 25 de Abril tivessem previsto uma situação destas, tinham passado essa noite a jogar à bisca.
E por cá, nesta terrinha chamada Montemor, que tem fama de ser pátria de santos e de heróis? Os socialistas, os social-democratas e os centristas já começaram a magicar as estratégias para derrubar a câmara CDU nas próximas autárquicas, ou vão pensar nisso na véspera das eleições? E os comunistas já andam a magicar as estratégias para poderem ficar por mais quatro anos? Ou acham que não vale a pena tanto esforço de cabeça?


Entretanto, e falando de coisas mais agradáveis, o teatro invadiu a cidade com peças e actores fantásticos, uma iniciativa do Theatron, a celebrar 10 anos de vida. O Festival abriu com Bernardino Samina à frente de um grande elenco, na reposição da peça A Farsa de São Bonifácio, numa representação séria e divertida, solta, leve e deliciosamente madura. Outros grandes momentos se lhe seguiram. Estive lá, mas faltou muita gente à chamada. Muitos que respondem como as tias de Cascais, quando lhes perguntamos se gostam de teatro: “Teatro? Adoro! Adoro! Adoro!”
‘Tá bem, abelha! E eu sou o Pai Natal disfarçado de Mantorras.

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Polícia de choque

Na Feira da Luz cá do burgo, uma das maiores atracções da malta nova não foram os carros de choque. Foi a polícia de choque, que se fartou de zurzir no pessoal, a torto e a direito, batendo primeiro e perguntando depois. Acredito que os jovens, nas horas já para o lado da madrugada, meio enfrascados, merecessem ser alertados para as cenas parvas que andavam a protagonizar. Mas não me parece que fazê-lo a toque de bastão tenha resultado por aí além. Quero crer que muitos já iam até à zona dos bares para brincarem um bocadinho com a situação… Para tudo é preciso bom senso. E, além disso, há situações bem mais graves nos jardins e parques da cidade que é urgente prevenir… ou resolver.

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

Duas horas depois da publicação do último "desabafo", um dos jornais televisivos mostra as propostas do senhor Procurador Geral da República que, preocupado com a escalada de violência no país, sugere que se mude a legislação. Como é que ainda não se tinha pensado nisso?

Quando abrimos a maioria dos jornais portugueses, concluímos que a perseguição cerrada ao croquete de bacalhau, à patanisca, à Ginginha do Rossio, à colher de pau, ao galheteiro e à greta no tecto no mercado-não-sei-donde é muito menos perigosa do que qualquer outro tipo de perseguição. Daí haver tantos criminosos à solta, dezenas de crimes por dia e centenas de elementos das forças de segurança a assobiarem para o lado, porque ninguém lhes dá uma arma para defenderem o coiro. Os que mudaram recentemente as leis deveriam ser as primeiras vítimas daquilo que escreveram e que está a transformar Portugal numa terra a saque. Mas não são. É pena.

terça-feira, 26 de agosto de 2008

Viva o Museu Salazar!

O Museu Salazar, em Santa Comba Dão, vai mesmo avançar. Acho muito bem. Se uma democracia adulta não teme o Partido Nacionalista, que está vivo, muito menos deve temer quem está morto. E as gerações vindouras deverão saber por que damos o nome de salazarentas a certas atitudes de alguns governantes e de um ou outro director-geral. Mais do que isso, é importante para os mais jovens ficarem a conhecer quem geriu este país como se fosse uma quintarola, onde vivia meia-dúzia de caseiros sem opinião e onde se prendia os que tentavam tê-la. Ficará, desta forma, mais claro entender esta dificuldade congénita em partirmos rumo à modernidade.
Não há que ter medo. Quarenta e oito anos desse sentimento foram mais do que suficientes. Seremos contra, apenas se o Museu não cumprir os objectivos de um espaço do género: mostrar objectivamente as verdades. As boas e as más. Doa a quem doer. Numa altura em que, no país e na Europa, se começam a branquear ou a esconder da opinião pública os actos criminosos de grande facínoras da nossa História, julgo que o Museu Salazar vem mesmo em boa altura.
E que os organizadores não se esqueçam da CADEIRA, uma das grandes heroínas da nossa História recente.





segunda-feira, 25 de agosto de 2008

A César...

Ao lado da lista dos devedores ao Fisco, o MINISTRO das Finanças vai publicar uma lista com o nome das empresas e entidades às quais o Estado DEVE dinheiro. Publicava... se fosse eu a mandar e se isto fosse DE FACTO um país democrático.

sexta-feira, 22 de agosto de 2008


Que não seja por isso. Este foi o crêpe "batido" pelo nosso benfeitor, o senhor dr. Carlos Alberto, da Amareleja! Bem haja.

quinta-feira, 21 de agosto de 2008

Vivó Nelson

Fui comemorar com a família e alguns amigos, numa esplanada do litoral. Um crêpe destes para cada um em honra do moço de Ouro. Alguém pagou a conta, para cima de assustadora. Eu não. Mas o Nelson Évora merece.

Nelson Évora


OURO!
(sem espinhas, nem problemas de jet-leg, fuso horário, soninho matinal, clima, cavalo com medo do écran ou estádio demasiado cheio!)
Quando éramos catraios, os nossos pais obrigavam-nos a assumir a responsabilidade pelas asneiras que fazíamos. Vidro partido com uma bolada significava que lá teríamos de confessar ao vizinho o nosso "crime" e retirar algum dinheiro da mesada para compensar o lesado... entre outras regras. Por cá já é tradição instituída o não assumir os erros e as responsabilidades. Ora recordem-se lá:
Guterres não resolveu os problemas do país e fugiu. Durão Barroso assustou-se com os problemas do país e fugiu. Santana Lopes não percebia nada dos problemas do país e foi obrigado a fugir e Sócrates ainda por cá anda... não sabemos por quanto tempo. Scolari falhou e fugiu e, agora, o Presidente do Comité Olímpico Português falhou e vai fugir. NINGUÉM fica para reparar os estragos. Têm uma mesada pequenina.

terça-feira, 19 de agosto de 2008

De ouro...









... é este gesto da miúda, que vai oferecer a massinha do prémio a crianças necessitadas do seu país. Como se diz cá em casa, à laia de elogio: "Bela gaiata!"

Distraídos crónicos...

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